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‘Como nossos Pais’ é o grande vencedor do Festival de Gramado

Filme de Laís Bodanzky sobre a reconfiguração das relações familiares leva os principais troféus do 45º Festival de Cinema de Gramado, realizado na serra gaúcha

Luiz Zanin Oricchio

27 Agosto 2017 | 02h09

 

GRAMADO – ‘Como Nossos Pais’, de Laís Bodanzky, foi o grande vencedor do Festival de Cinema de Gramado. Levou os troféus de melhor filme, direção (Laís), atriz coadjuvante (Clarisse Abujamra), atriz (Maria Ribeiro), ator (Paulo Vilhena) e montagem. As Duas Irenes ficou com ator coadjuvante (Marco Ricca), roteiro, direção de arte.

Vergel e Da Janela foram totalmente descartados da premiação. No caso de Da Janela, esse esquecimento põe a perder o trabalho do júri. Dá muito para entender a vitória de ‘Como Nossos Pais’. O que não dá é para compreender porque um filme tão sensível, bem construído e original como Da Janela tenha sido ignorado por completo. Nenhum prêmio. Nem sequer um prêmio de consolação, com os que foram concedidos a Carlos Gerbase e PauloBetti/Eliane Giardini, um duplo Prêmio Especial do Júri bastante questionável. Não pelos filmes em si, que mereciam mais do que prêmios de consolo moral, mas pelo desconforto em se criar artifícios distributivistas que nada significam.

Também inexplicável a premiação do melodramático Sinfonia para Ana como melhor filme estrangeiro, quando havia a alternativa tão superior do peruano A Última Tarde. Os prêmios atribuídos a Piramar foram justos, para um filme interessante que apareceu na última noite de competição.

O melhor curta foi, com justiça, para A Gis, sobre a transexual assassinada em Portugal.

Por problemas técnicos, a cerimônia atrasou quase uma hora e terminou tarde, já de madrugada. A compensação foram os números musicais da incrível Soledad Villamil, sem dúvida a grande estrela deste festival. A musa de Luis Fernando Verissimo brilhou com sua beleza, simpatia, voz e…ritmo, por incrível que pareça, interpretando um samba com sotaque portenho, porém cheio de charme. Arrasou.

Abaixo, a premiação completa:

VENCEDORES 45º FESTIVAL DE CINEMA DE GRAMADO

LONGAS-METRAGENS BRASILEIROS
Melhor Filme: “Como Nossos Pais”, de Laís Bodanzky
Melhor Direção: Laís Bodanzky, por “Como Nossos Pais”
Melhor Atriz: Maria Ribeiro, por “Como Nossos Pais”
Melhor Ator: Paulo Vilhena, por “Como Nossos Pais”
Melhor Atriz Coadjuvante: Clarisse Abujamra, por “Como Nossos Pais”
Melhor Ator Coadjuvante: Marco Ricca, por “As Duas Irenes”
Melhor Roteiro: Fábio Meira, por “As Duas Irenes”
Melhor Fotografia: Fabrício Tadeu, por “O Matador”
Melhor Montagem: Rodrigo Menecucci, por “Como Nossos Pais”
Melhor Trilha Musical: Ed Côrtes, por “O Matador”
Melhor Direção de Arte: Fernanda Carlucci, por “As Duas Irenes”
Melhor Desenho de Som: Augusto Stern e Fernando Efron, por “Bio”
Melhor Filme – Júri Popular: “Bio”, de Carlos Gerbase
Melhor Filme – Júri da Crítica: “As Duas Irenes”, de Fabio Meira
Prêmio Especial do Júri: Carlos Gerbase, pela direção dos 39 atores e atrizes em “Bio”
Prêmio Especial do Júri – Troféu Cidade de Gramado: Paulo Betti e Eliane Giardini, pela contribuição à arte dramática no teatro, televisão e cinema brasileiros

LONGAS-METRAGENS ESTRANGEIROS
Melhor Filme: “Sinfonia Para Ana”, de Virna Molina e Ernesto Ardito
Melhor Direção: Federico Godfrid, por “Pinamar”
Melhor Atriz: Katerina D’Onofrio, por “La Ultima Tarde”
Melhor Ator: Juan Grandinetti e Agustín Pardella, por “Pinamar”
Melhor Roteiro: Joel Calero, por “La Ultima Tarde”
Melhor Fotografia: Fernando Molina, por “Sinfonia Para Ana”
Melhor Filme – Júri Popular: “Mirando al Cielo”, de Guzman García
Melhor Filme – Júri da Crítica: “Pinamar”, de Federico Godfrid
Prêmio Especial do Júri: “Los Niños”, de Maite Alberdi

CURTAS-METRAGENS BRASILEIROS
Melhor Filme: “A Gis”, de Thiago Carvalhaes
Melhor Direção: Calí dos Anjos, por “Tailor”
Melhor Atriz: Sofia Brandão, por “O Espírito do Bosque”
Melhor Ator: Nando Cunha, por “Telentrega”
Melhor Roteiro: Carolina Markowicz, por “Postergados”
Melhor Fotografia: Pedro Rocha, por “Telentrega”
Melhor Montagem: Beatriz Pomar, por “A Gis”
Melhor Trilha Musical: Dênio de Paula, por “O Violeiro Fantasma”
Melhor Direção de Arte: Wesley Rodrigues, por “O Violeiro Fantasma”
Melhor Desenho de Som: Fernando Henna e Daniel Turini, por “Caminho dos Gigantes”
Melhor Filme – Júri Popular: “A Gis”, de Thiago Carvalhaes
Melhor Filme – Júri da Crítica: “O Quebra-Cabeça de Sara”, de Allan Ribeiro
Prêmio Canada 150 de Jovens Cineastas: Calí dos Anjos (“Tailor”)
Prêmio Canal Brasil de Curtas: “O Quebra-Cabeça de Sara”, de Allan Ribeiro
Prêmio Especial do Júri: “Cabelo Bom”, de Swahili Vidal e Claudia Alves