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Luiz Carlos Merten

21 Abril 2007 | 20h10

Quem é o maior astro de Hollywood, na atualidade? Não sei em quem você votaria, mas no aeroporto de Tóquio, antes de viajar para Paris, folheei uma revista Newsweek na banca e descobri que Will Smith é o novo poderoso de Hollywood. Os dois Toms continuam ditando as cartas – o Hanks, como hors concours na lista e o Cruise em quinto -, mas Will Smith é o número um, e com honra. Li a matéria na diagonal, rapidamente, mas o que o redator destacava, como mais importante, é que Will Smith não criou uma persona e chega ao topo com filmes que não o vinculam a nenhum gênero ou tendência. Comédia (Hitch), ficção-científica (Eu, Robô), ação (Bad Boys 2) e drama familiar (A Procura da Felicidade), Will Smith faz de tudo, e o público segue atrás. Entrevistei-o, certa vez, e ele foi muito legal. Passou a imagem de cool, disse que ia continuar escolhendo os papéis que lhe agradassem, nos filmes que gostaria de ver. O irmão estava com ele. É uma espécie de secretário. Começaram a viajar. Will também estava numa lista de homens sexys e, quando lhe pedi uma receita de sucesso na cama, ele tirou sarro (“Qual é, cara? Você já está em idade de saber que cada um tem sua fórmula de suxcesso nessa área”). Mas contou uma historinha que reproduzo. Quando garoto, e pobre, ele disse que era muito alto, desengonçado e tinha as orelhas de abano. Se acha meio ovni e os colegas não o perdoavam, até porque ele, feio como era, ganhava as melhores mulheres da escola. E aí Will Smith deu sua receita – “Sempre fui bom de fazer as mulheres rirem. Faça uma mulher rir e meio caminho já estará andado.” Na tela, ele não faz apenas rir. Faz chorar, caso especialmente de A Procura da Felicidade, que estourou em todo o mundo. Taí. Will Smith é o novo número um. Se vai durar no posto, não sei, mas gosto do cara e acho que ele merece o sucesso. Quanto mais não seja por ter sido Ali, seu melhor papel, num grande filme de Michael Mann. Mas aí, vejam como são as coisas, o público não gostou. Ali é um raro filme de Will Smith que ficou no vermelho.