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Luiz Carlos Merten

29 Janeiro 2012 | 14h06

Estou na redação do ‘Estado’ e conversei há pouco pelo telefone com Denise Gomes, da Bossa Nova Films, parceira de Andrés Wood na realização de ‘Violeta Se Fue en los Cielos’ e o filme chileno acaba de ganhar – ontem -, em Sundance, o grande prêmio no World Drama, a competição internacional do evento. ‘Violeta’ havia sido indicado pelo Chile para concorrer ao Oscar e, esnobado pela Academia de Hollywood – como ‘Tropa de Elite 2’ -, teve agora o desagravo dos indies. Antes da Denise, falei com a Luli e o pessoal da Bossa Nova estava feliz da vida com o sucesso de ‘Violeta’, a que assisti em Santiago, durante a semana em que lá estive. Terminei jogando um balde de água fria nas duas, na Luli e na Denise. ‘Violeta’, que biografa Violeta Parra, autora de ‘Gracias a la Vida’ e ‘Volver a Los 17’, será distribuído no Brasil pela Imovision, que pretende trazer ao Brasil o diretor de ‘Machuca’. A Bossa Nova e a Imovision deveriam tentar trazer também a excepcional intérprete de ‘Violeta’, a excepcional Francisca Gavilán – que canta! -, mas ela é meio bicho do mato e já se recusou a ir a Sundance. Pois bem, a água fria é a seguinte. É bom a Imovision se aligeirar. Entre Santiago e Tiradentes, andando no Centro de São Paulo descobri, para minha surpresa, entre as cópias piratas de blockbusters como ‘Sherlock Holmes – Jogos de Sombras’, que já está à venda… ‘Violeta Foi para o Céu’. Até fiquei pensando. Mas como o filme chegou aqui? E no meio de tantos blockbusters… Deve ter vindo do Chile e, na verdade, existem tantos chilenos, bolivianos latinos hispânicos (de maneira geral) no Centro que, com certeza, tem de haver público para um filme sobre Violeta Parra (e seus amores complicados). Prometo voltar ao assunto, falando do filme de Andrés Wood, da vitória em Sundance e da pirataria. Agora, quero almoçar – e ir ao cinema, para variar…

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