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Luiz Carlos Merten

28 Setembro 2007 | 12h08

RIO – Tenho encontrado muita gente legal aqui no Festival do Rio. Ontem, no saguão do Odeon BR para assistir a I’m not There, topei com Eduardo Coutinho, que saía da sessão de PQD, o documentário sobre pára-quedismo (ou pára-quedistas) de Guilerme Coelho. Gostei de Fala Tu e estou curioso para ver PQD, mas ainda não tive tempo. Espero não cometer nenhuma indiscrição, porque o Coutinho é muito reservado, mas comentrei com ele a descoberta que diz durante o debate de lançamento do livro Cinco Mais Cinco, no Festival do Rio. Os cinco maiores sucessos de público (Francisco, Carandiru, Se Eu Fosse Você, Cidade de Deus e Lisbela) são produções ou têm apoio da Globo Filmes. Dos cinco maiores sucessos de crítica, três (Terra Estrangeira, Edifício Master, do próprio Coutinho, e Lavoura Arcaica) são produções, ou co-produções, da Videofilmes, o que dá a medida da importância da empresa dos irmãos Salles e do papel que ela está jogando na ponta da investigação estética do cinema brasileiro da Retomada. Coutinho me corrigiu – são quatro, porque além desses três, a Videofilmes também tem um pezinho em Cidade de Deus. Ele me comentou muito particularmente, porque me disse que se sente meio impedido de fazer o elogio da Videofilmes, porque a empresa, afinal, vem bancando seus filmes recentes. Eu, que não tenho esse impedimento ético, fiquei impressionado com o dado, ao qual não vinha prestando a devida atenção. Repasso para vocês. É coisa que merece reflexão.

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