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Luiz Carlos Merten

13 Abril 2011 | 19h10

RIO – Devo ser o último com as primeiras, mas fazer o quê? Saí das entrevistas de ‘Velozes e Furiosos 5 – Operação Rio’, tinha assuntos para resolver e só agora achei uma lan house para postar alguma coisa. Já disse que o quinto filme da franquia me surpreendeu, que ali dentro há um bom de uns 30 a 40 minutos e o disse para o diretor Justin Lin. Ele se entusiasmou com aslgumas observações que fiz e tivemos uma mesa ótima com ele, que falou com toda sinceridade como é ser um jovem talento no cinemão de Hollywood. Mesmo trabalhando com um orçamenbto de blockbuster, ele confessou que não tinha dinheiro para fazer tudo o que queria e cooptou a equipe para resolver o problema como se a produção fosse indie, independente, de onde ele veio. Nunca vi uma junket como essa. Havia 12 talentos, os astros, naturalmente. Vin Diesel, Paul Walker e Dwayne ‘The Rock’ Johnson, m,as tyambém Jordana Brewster, Tyrese Gibson e um grande etc. Vin Diesel protagonizou a cena do dia. Havia uma gostosa circulando com um shortinho que deixava seu rego de fora. Foi levada pela repórter do Pânico para dizer a Vin Diesel que o adora e todo aquele material – o corpão esculpido e tudo – vinha acrescido de um convite para jantar, que ele, meio sem graça, recusou. Esqueçam, por ora, The Rock e Jordana. Diesel e Walker foram as estrelas da coletiva e das mesas. Diesel fala muito do pai e reagiu emocionalmente quando observei que aquilo que o personagem diz sobre seu pai parecia muito bem o que ele estava dizendo sobre o pai dele. Diesel narrou como foi crescer nas ruas de Nova York, brincar aos 6 ou 8 anos e  descobrir que, de alguma forma está no centro do mundo. Ele também contou como foi importante trabalhar com Sidney Lumet e disse que sua volta à série ‘Velozes’ se faz com outro nível de exigência justamente porque foi o que aprendeu com o diretor que morreu no fim de semana. Diesel acrescentou que não é fácil conviver com um personagem por mais de dez anos. O próprio personagem muda, como mudam as pessoas e isso é muito interessante. Todo mundo precisa se reiventar, na ficção como na realidade. Foi a segunda vez que entrevistei Paul Walker. A primeira foi em Cancún, durante um dos Sony Summer(s). Lembro-me que escrevci aqui que ele era um dos ‘nossos’, o que motivou protestos no blog. Teve gente que disse que ele não pode ser dos nossos porque teve pai militar. Continuo achando o cara legal e ele me passa a ideia de ser um cara feliz, desencucado. Aliás, comentamos, os colegas brasileiros, o grau de elaboração do diretor para fazer um filome que parece descerebrado. Cada um dos trêws episódios que Justinb Lin realizou obedece a um conceito, visual e dramático, sobre o qual ele teorizou com propriedade. O fato de o filme mostrar um Rio violento e corrupto foi minimizado. ‘If you look for trouble, you’ll find it everywhere”, disse Tyrese Gibson e é verdade. Jordana disse que se emocionou com as imagens do Cristo Redentor, no começo – e isso porque ela talvez não tenha vistyo o voo de asa delta de Blu e Jade em ‘Rio’, de Carlos Saldanha. Para ele, o filme tem violência, sim, mas não porque o Rio seja mais violento que outras cidades, mas porque é ‘Velozes e Furiosos’  e tinha de ser assim. Já dei uma geral para vocês. Paro por aqui, mas haveria muito o que escrever. Para o perfil dos meus leitores,  não sei,. sinceramente, quantos se interessam pela série ‘Velozes’, mas espero que alguns, pelo menos. E ah, sim, para quem curte carros, Walker confessou que seu carro preferido na atualidade é o último Nisan, que eu não faço a menor ideia de qual seja. Seu carro preferido ‘ever’ é o Porche 73, uma joia. The Rock confessou que não se interessa por carros modernos. Acha bonitos, coisa e tal, mas prefere os uilitários. ‘My truck’, como disse. Faz sentido. O cara cresceu ainda mais em relação à última vez cvom que falei com ele (por ‘O Fada do Dente’). Seu braço musculoso e a coxa esculpida da gostosa do Pânico estão ali, no photoart. Procurem pela galeria de fotos na internet. No You Tube já deve ter a sexy debruçada sobre a mesa beijando Vin Diesel e com a bunda exposta para a galera da plateia. Vai, popozuda, vai. É o tema musical, que aparentemente não tem muito a ver, de uma cena de ‘racha’. Chi, é bom esclarecer. Estou falando de um  pega de carros. Motivou um comentário de Tyrese. Obrigado pela popozudas. Your country, o nosso é pródigo nelas. Se as mulheres brasileiras resolverem protestar contra a sua ‘coisificação’, tenho minhas dúvidas de que seja contra ele que devem se dirigir.