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Luiz Carlos Merten

13 Abril 2011 | 08h56

RIO – Cá estou, de novo. Agora, para a junket de ‘Velozes e Furiosos 5’, é 5, não?, a que assisti ontem à tarde. Como ninguém me falou de embargo, lá vou eu. O filme passa-se no Rio. A equipe veio para cá e ficou um tempo, mas cenas importantes, inclusive a perseguição final, uma das cenas de stunts mais bem feitas que já vi no cinema – bem feita e louca, os caras destroem a cidade -, parece ter sido rodada na América Central. Não vou tentar convencer ninguém. Há tempos que desisti disso. Apenas registro e tento esclarecer da melhor forma possível o que penso. Gostar ou não gostar é o de menos. O que importa é fornecer chaves, ferramentas para a compreensão dos outros (e a minha também). Bom, o que quero dizer é que ‘Velozes 5’ é o protótipo do filme de fórmula, claro, mas ali dentro, durante uma meia hora ou mais, tem um filme muito bom que, pelos temas, os infiltrados, bons companheiros etc, me fez lembrar do tempo em que Martin Scorsese era bom e também me deu saudade dos velhos thrillers de John Woo em Hong Kong, com seus temas da amizade e da honra. É verdade que o filme termina – o drama e o pathos – e continua passando para amarrar o 6 e o 7… A ação culminante ocorre numa delegacia de polícia, onde o empresário corrupto que domina o Rio guarda o dinheiro do tráfico. Já que José Padilha vai fazer o novo ‘Robocop’ – e, em princípio, não tenho parti pris contra; a série trata da questão da segurança, que é sempre essencial no cinema do diretor brasileiro -, gostaria de carregá-lo para ver ‘Velozes 5’. Seria bem interessante, acho. Daqui a pouco, encaro Vin Diesel, The Rock – que eu nem sabia que estava no filme -, Paul Walker e Jordana Brewster. Paul é o sonho de consumo de minha colega R… Não, ela não vai gostar que eu diga. Jordana é linda na tela. Como será ao vivo? Daqui a pouco, saberei.

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