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Cultura » Um negócio da Dominica

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Luiz Carlos Merten

03 Março 2007 | 18h40

Ando meio irregular nas minhas podtagens nos últimos dias, inconscientemente, talvez, atendendo ao pedido do leitor que reclamou de que eu posto demais. Brinco – se há uma coisa que gosto de fazer é de postar. Mas hoje fiquei vendo filmes. De manhã, Jean Thomas, da Imovision, fez uma cabine só para mim do novo filme ensaístico de Marcelo Masagão, que, como os anteriores, ou mais do que eles, parece um falso documentáio. Fiquei muito perturbado com Otávio e as Letras. Achei um dos filmes mais tristes a que assisti ultimamente. Vou esperar para falar com o Marcelo, na segunda, antes de postar mais alguma coisa sobre Otávio, que investiga o mundo dos obsessivos. Almocei com minha filha e genro e fui ver os filmes da mostra do cinema dominicano que estão rolando no Centro Cultural São Paulo. Gostei mais do público do que do filme, propriamente dito. Negocios son Negocios conta a histórias desse sujeito atrapalhado que, como por encanto, ganha um superemprego, mas é só parte de um esquema para roubar um grande banco. No limite, o herói termina ganhando no maior dos negócios, o amor, e com ele vem uma série de facilidades. O filme é meio estética de TV, mas é curioso ver um filme da República Dominicana, acho que é o primeiro de lá que vejo. Não me enriqueceu particularmente, já que estamos falando de negócios, mas adorei ver a reação da platéia. Era um público muito heterogêneo, alguns, com certeza, aproveitando o fato de o programa ser de graça e ainda poder desfrutar do ar condicionado, numa tarde tão quente. Mas não tinha legendas e eu achei muito legal ver a identificação do público, a maneira como as pessoas comentavam e interagiam com o que rolava na tela. E eram comentários inesperados, coisas que um cinéfilo não diz, mas aquelas pessoas procuravam referências na vida delas, no cotidiano delas. A mostra de cinema dominicano vai só até amanhã. Na terça começa uma programação dedicada ao dia internaciuonal da mulher, na quinta, dia 8. Amanhã é a última chance, portanto.

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