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Luiz Carlos Merten

27 Outubro 2007 | 14h07

Passei uma hora ontem no final da tarde conversando com Eduardo Coutinho sobre ‘Jogo de Cena’. Era para ser uma entrevista, e foi, mas foi também um encontro ameno, uma conversa sobre cinema, documentário, mulheres e João Moreira Salles, a quem Coutinho cita muito. E não é porque João seja produtor dos filmes que ele fez, ultimamente. É uma coisa de respeito. Coutinho respeita João Moreira Salles como interlocutor e às vezes fica até constrangido de admitir, porque parece que está querendo puxar o saco de seu produtor. Foi muito legal falar sobre ‘Jogo de Cena’ e eu ainda descobri, o que não sabia, que começa dia 2 (onde? Agora me perdi, acho que no CCBB) uma retrospectiva do Coutinho, antecipando o lançamento do novo filme, no dia 9. Confesso que deste encontro só me ficou uma preocupação. Não quero entrar em detalhes, mas Coutinho, fumante inveterado – ele se define como ‘dependente químico’ – anda aí com umas complicações decorrentes do excesso de nicotina no organismo.Outro que fumava demais era Paulo Autran. Pelamor de Deus, Coutinho… Mas, enfim, estava no Arteplex e fiquei para rever ‘Maré, Nossa História de Amor’, de Lúcia Murat, a que já havia assistido no Festival do Rio. Gostaria tanto de gostar incondicionalmente do filme. Romeu e Julieta no tráfico, e como musical, seguindo a trilha pioneira de ‘West Side Story’ – que noa cinemas do Brasil virou ‘Amor, Sublime Amor’ -, antes de inspirar também Baz Luhrmann, na segunda parte da sua trilogia da cortina vermelho (é o filme dele de que menos gosto). Acho o casal da Lúcia sensacional (e o d’Black, que faz Romeu, é um grande cantor), adoro a trilha, a coreografia, a construição de alguns personagens – Angel, cuja prosódia é magnífica -, mas no conjunto não dá liga. Falta alguma coisa que eu ainda vou ter de ver umas três vezes para entender. E vou!

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