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Todo cuidado é pouco

Luiz Carlos Merten

23 Outubro 2006 | 08h43

Sorte não tem nada a ver com isso, ou não deveria ter, mas tomara que Heitor Dhalia seja mais afortunado amanhã do que Cao Hamburger foi ontem. O Cheiro do Ralo terá amanhã sua primeira exibição na Mostra. O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias passou ontem pela primeira vez. Cao Hamburger deveria protestar. O filme dele, que venceu o prêmio do público no Rio – e aqui, se repetisse a dose, poderia ganhar R$ 400 mil da Petrobrás –, teve o que se pode chamar de sessão tumultuada. Na maior parte do tempo, estava fora de foco, o que motivou apupos e reações indignadas da platéia, sem que nenhuma providência fosse tomada. No final da sessão, houve mais de um espectador que se recusou a votar, o que pode prejudicar o belo filme de Cao sobre o exílio interno – e, neste sentido, O Ano inova, dando outro tratamento ao tema da luta armada durante o regime militar. Não estava no Arteplex, é verdade, mas foram informações que me foram passadas por pessoas da mais alta confiança. Nenhuma sessão da Mostra deveria apresentar este tipo de problema e, menos ainda, as da Mostra Brasil, que envolvem um prêmio em dinheiro cobiçadíssimo pelos diretores brasileiros, que contam com ele para o lançamento de seus filmes.

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