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Toda força aos asiáticos

Luiz Carlos Merten

08 Fevereiro 2008 | 06h03

BERLIM – Mais um postezinho rápido para vocês lerem amanhã de amanhã, quando acordarem. Todo ano a Berlinale seleciona um filme sobre casais disfuncionais, para discutir casamento e família. Este ano o filme já foi apresentado de cara. Acabo de ver ‘Musta Jäa’ (Black Ice), do diretor finlandês Petri Kotwica. Como todos estes filmes ‘temáticos’ que Berlim apresenta todo ano, ‘Musta Jäa’ é muito bem interpretado. Tem duas atrizes fantásticas, Outi Mäenpäa e Ria Kataja. O filme conta a histórias desta mulher madura, uma médica, que no dia do aniversário descobre que o marido tem outra. Ela sai de casa e dá um jeito de se infiltrar na vida da amante, a quem planeja destruir. Petri Kotwica fez um filme sobre crime, castigo e redenção e mais não conto para que não digam que estou entregando o desfecho. Vi o filme com Carlos Heli de Almeida e Silvana Arantes. No fim, encontramos José Carlos Avellar e Leon Cakoff, o senhor-Mostra, que este ano veio sozinho, sem a inseparável Renata de Almeida. Todo mundo se olhou, respirou fundo e vamos em frente. Já pagamos o tributo da Berlinale aos casais infelizes. Antes de terminar, deixem-me voltar à coletiva do júri. Disse que ocorreram duas defecções femininas. Uma, já citada, foi da atriz e diretora Sandrine Bonnaire, de quem adorei o documentário ‘Elle s’Appelle Sabine’, sobre sua irmã que é autista. A outra é a diretora Suzanne Bier. Já que falei nas duas ausências, deixem-me falar das duas mulheres que estão confirmando presença no júri. Uma é a atriz (alemã) Diane Kruger. A outra, a chinesa (de Taiwan) Shu Qi. Foi impressionante. Pelo menos uns mil dos 4 mil jornalistas credenciados em Berlim deve ter vindo da Ásia só para acompanhar os passos de Shu Qi. O presidente Costa-Gavras e a bela Diane foram meros coadjuvantes de Shu Qi. Ela é uma das mais importantes estrelas do cinema asiático. Fez, no Ocidente, o rhtiller ‘The Contender’, com meu astro de ação favorito – Jason Statham -, mas seu grande papel foi em ‘Three Times’, de Hou Hsiao Hsien, diretor do qual gosto muito, mas que o Fábio – é ele, não? – acha que filma e, principalmente, monta mal. Hou Hsiao Hsien! Shu Qi! Toda força em Berlim ao cinema asiático. Daqui a pouco vamos ter ‘Zuo You’ (In Love We Trust), de Wang Xiaoshuai, a quem se devem dois filmes ótimos, ‘Bicicletas de Pequim’ e ‘Sonhos de Shangai’. O primeiro ganhou, merecidamente, o Urso de Prata, acho que há uns cinco ou seis anos. Vem mais coisa asiática por aí? O quê? ‘Man Jeuk’ (Sparrow), de Johnny To, que estou tinindo para ver.

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