Estadão - Portal do Estado de S. Paulo

Cultura

Cultura

Cultura

Luiz Carlos Merten

18 Agosto 2006 | 12h51

CINEMA EM CONSTRUÇÃO
Esther Saint Pizier, diretora do Festival de Toulouse, esteve em Gramado para participar do encontro chamado Cinema em Construção, anunciando os filmes brasileiros que o programa apóia e serão mostrados, no mês que vem, em San Sebastian. São dois filmes paulistas – Via Láctea, de Lina Chamie, e A Casa de Alice, de Chico Teixeira, que recebeu o apoio da Petrobrás no concurso de roteiros que a empresa promoveu no ano passado. Como participante do júri daquela premiação, posso dizer que o roteiro de A Casa de Alice tem tudo para ter resultado num grande filme. O de Lina Chamie não é menos interessante. E como os dois filmes são de São Paulo provocaram o comentário de um cineasta carioca – “Vocês (ele incluiu o repórter, que é gaúcho e paulista de adoção) são tão bairristas em São Paulo que pode ser que agora se acalmem um pouco.”. Era uma referência à reação que provocou entre os diretores de São Paulo a nova premiação da Petrobrás, que não contemplou nenhum filme do Estado.
SANDY E JÚNIOR
Sandy parece uma boneca. Tem aquele rostinho lindo demais, que você não se cansa de contemplar. Pois ela e o irmão viraram estrelas de Gramado, na quarta-feira. Vieram mostrar no Gramado Cine Vídeo o clipe com a música Estranho Jeito de Amar, cumprindo extensa programação quie incluiu deixar a marca de suas mãos na Calçada da Fama que Gramado criou e assistir, à noite, ao filme Anjos do Sol, sobre prostituição infantil, o que pode ter sido um choque para a dupla, que vive, pelos menos para os fãs, num mundo de fantasia. Os críticos se desesperam. Dizem que esse tipo de glamour não tem nada a ver com cinema. Mas é Gramado e, com todas as mudanças anunciadas, sem tapete vermelho e a nova Calçada da Fama, a coisa não funciona por aqui.
KIKITOS
Passam hoje os últimos concorrentes aqui em Gramado. O longa brasileiro é o documentário Pro Dia Nascer Feliz, de João Jardim, que já parece um tanto velho, depois de ser premiado (em outubro!) na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo do ano passado. Ontem, passou o melhor latino da competição, El Violín, do mexicano Francisco Vargas Quevedo, que era o preferido do repórter do Estado, quando integrou o júri que outorgou a Caméra d’Or para o melhor filme de diretor estreante em Cannes, em maio. O longa brasileiro, muito forte, foi o documentário Atos dos Homens, de Kiko Goifman, que fala de violência e massacres. Quando a câmera treme, não é por estilo, adverte o diretor, mas pelo medo que ele estava sentindo de filmar na Baixada Fluminense. E houve um curta que já nasceu cult – Manual para Atropelar Cachorro, de Rafael Primo, sobre neuroses urbanas e que mistura várias técnicas e estilos, incluindo mangás.

Encontrou algum erro? Entre em contato