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Cultura » Tinto Brass, taradão?

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Luiz Carlos Merten

28 Agosto 2008 | 17h15

Celdani aproveita meu texto de outro dia, falando no Jesus (Jess) Franco como ‘taradinho’, para pedir minha opinião sobre outro grande ‘perverso’ do cinema, Tinto Brass. Vou confessar uma coisa que outro dia surpreendeu meu amigo Gabriel Vilela, que vai montar (com Tiago Lacerda) o ‘Calígula’ de Albert Camus, com tradução de Dib Carneiro Neto. Nunca vi, nem sei por que, o ‘Calígula’ de Tinto Brass, que tanto barulho fez junto à censura do regime militar, nos anos 70. Cheguei a comprar o DVD, que estava em oferta nas Lojas Americanas, mas até hoje me devo o prazer (espero…) de participar dessa orgia. Tinto Brass é horrível, mas é ótimo. Tem um filme dele que eu amo, porque tem o plano mais bagaceira que já vi. Se vocês forem muito suscetíveis, as mulheres principalmente, parem por aqui, mas em ‘Monella’, Tinto Brass segue com sua câmera a heroína que vai fazer xixi. Ele não apenas filma o ato como pega o detalhe do pêlo pubiano pelo qual escorre o último filete de urina. É a glória! Tinto Brass começou como diretor de vanguarda, após ser assistente de Joris Ivens e Roberto Rossellini. Catalogado como diretor ‘erótico’, ele foi cedendo cada vez mais à vulgaridade, mas tem seus defensores. Será o caso do Celdani?

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