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Cultura » Tim Burton presidirá o júri de Cannes

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Luiz Carlos Merten

26 Janeiro 2010 | 09h20

TIRADENTES – Cheguei cedo ao centro de imprensa da Mostra de Cinema. Tenho a capa de amanhã do ‘Caderno 2’ – aguardem que as entrevistas serão legais -, outra entrevista marcada para daqui a pouco e ainda quero assistir ao debate do primeiro filme da mostra Aurora, da qual sou jurado. Justamente por isso, não poderei escrever sobre ‘Terras’, o documentário de Maya Da-Rin nem sobre os demais filmes da competição. Sorry, mas no final dou um geral do que for – espero que boa – essa mostra organizada pelas ‘meninas’, como todos a elas se referem, carinhosamente, da Universo Produções. Mas o detalhe, e por isso não resisti a acrescentar logo o post, é que abri minha caixa de correspondência e encontrei o e-mail com o comunicado de Christine Aymée, attachée de presse do Festival de Cannes. Tim Burton será o presidente do júri na próxima edição do evento, que começa em 12 de maio. Antes disso, Burton exibe em Berlim, em fevereiro, sua versão de ‘Alice no País das Maravilhas’, que adaptou do livro cult de Lewis Carroll. Numa mensagem, explicando por que aceitou o convite de Gilles Jacob e Thiérry Frémaux, respectivamente, diretor geral e diretor artístico do maior festival do mundo, Burton diz uma coisa muito legal. ‘Depois de passar meus jovens anos assistindo a programas triplos e fazer maratonas de 48 horas de filmes de horror, sinto-me pronto para Cannes. É uma grande honra e eu já estou impaciente para me encontrar com meus camaradas jurados e ver belos filmes vindos do mundo todo. Quando a gente pensa em Cannes, pensa no cinema do mundo.’
Junto com o e-mail veio um link para entrar no site do festival – www.festival-cannes.com. De cara, encontrei um texto muito bacana, que recomendo e que deve ter versões em inglês e francês. Li a primeira, francesa, mas a página do festival é bilíngue e a outra opção deve estar lá. É um texto sobre Eric Rohmer. Sob o título ‘Rohmer, o Gosto da Liberdade’, segue-se a informação, o briefing do enfoque, que me deixou com água na boca. ‘Ele foi um imenso cineasta moderno, inventivo, lúdico, sensual e político. Muito maior do que os motivos pelos quais costuma ser incensado hoje.’ Não deu vontade de ler? Vamos lá…