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The Bookshop e o mistério do ‘voice artist’ Bill Nighy

Luiz Carlos Merten

09 Março 2018 | 13h39

Fiz algumas correções no post anterior – na verdade acertei o nome de um filme e corrigi erros de digitação. Leiam de novo. O erro me deixa mal com Wagner Moura e talvez fortaleça suas restrições, mas se eu tivesse visitado o set ou o entrevistado, com certeza não teria errado. Enfim, seu novo filme é sobre Marighella, não Lamarca, o que é uma diferença e tanto, mas não muda o conceito do post. Creio até que um filme sobre Marighella seja mais complicado do que seria sobre o ‘capitão da guerrilha’. Agora, quero dizer que corri, na medida das minhas possibilidades – de bengala! -, para uma cabine, e foi a de A Livraria/The Bookshop, de Isabel Coixet, que ganhou o Goya, o Oscar espanhol. Não conferi, estou repetindo o que me disse a assessora Paula Ferraz, mas deve ser verdade, e eu gostei muito. Deve estar havendo alguma coisa errada, comigo ou com o cinema, mas estamos no começo de março e eu sinto que já vi a metade da minha lista de melhores do ano. Pela Janela, Antes do Fim, Eu Tonya, Trama Fantasma – que cresceu muito na revisão – e agora o The Bookshop. Não tenho tempo para escrever mais, mas deixo a pergunta – existirá, hoje, no mundo, ator maior que Bill Nighy? Ele poderá até nunca ganhar o Oscar, mas isso não diminui em nada minha admiração. É o que os ‘brits’ chamam de voice artist. Sua dicção – e contenção – são presentes dos deuses para nós, pobres mortais.