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Luiz Carlos Merten

24 Fevereiro 2007 | 20h53

Passei o dia fazendo coisas triviais, mas necessárias, como cortar o cabelo, e depois me enfurnei no cinema, ou nos cinemas, para ver filmes. Ainda não havia visto Vênus e tratei de ver hoje porque asmanhã estou de plantão no Estado e fico no jornal até de madrugada, preparando a cobertura do Oscar na edição de segunda-feira do Caderno 2. Não vi só Vênus. Em Berlim, havia revisto Cartas de Iwo Jima e decidi que precisava assistir de novo a A Conquista da Honra, antes da premiação. A edição de hoje do Caderno 2 já teve matérias do Zanin (meu colega Luiz Zanin Oricchio) e minhas, com prognósticos ou pelo menos comentários sobre prováveis vencedores na festa da noite de amanhã. Antes, preciso dizer que fiquei muito sensibilizado com a campanha de vocês, aquelo do laptop, mesmo baratinho, para o Merten. Mas eu preciso confessar. Lembram quando eu disse que houve uma chateação em Berlim? Fui roubado e gastei horas preciosas deixando de ver filmes para fazer B.O., essas coisas chatas mas indispensáveis em casos como este. Pois bem – o que roubaram foi justamente o laptop do jornal, que eu havia levado, sim senhores. Fui roubado em Berlim, num restaurante. Estava chegando, coloquei a bolsa com o laptop numa cadeira da mesa em que ia sentar. Chegou um amigo, o jornalista Carlos Brandão, do Rio. Estava tirando o casaco, fui abraçá-lo e quando me virei nem bolsa nem laptop. Fiquei besta, o que em gauchês quer dizer pasmo. Já havia sido roubado uma vez no aeroporto de Guarulhos (outro laptop), mas em Berlim! Na delegacia, um delegado solícito me informou que Berlim é campeã em roubos de laptops na Europa. O motivo provável é que Berlim continua sendo porta de entrada para o antigo Leste europeu e eles devem vender, ou desmontar para vender as peças, o que dá no mesmo, laptops e computadores baratos para esses países que ainda estão defasados em termos de tecnologia e poder aquisitivo. Vejam que eu tinha de voltar e informar o jornal sobre um caso desses, antes de postar as informação no blog. Conto só porque aquela discussão do Merten e a tecnologia, que eu preciso me atualizar, deixar de ser renitente, etc, bem – agora vocês sabem porque fiquei na mão em Berlim e, depois, em Paris. Na Alemanha, embora sem acentos, os teclados são basicamente os mesmos que os nossos e pelo menos deu para postar, mesmo de maneira precária. Achei engraçado o leitor que reclamou como eu escrevo mal! Espero merecer um crédito de que os teclados não ajudavam e na França, então, com outra disposição de letras e símbolos ausentes – foi o caos! Vamos a alguns comentários, nos posts seguintes. Já que estou falando de tecnologia, aproveito para dizer que existem concorrentes fortes em diversas categorias técnicas (fotografia, direção de arte e maquiagem) – caso de O Labirinto do Fauno, por exemplo -, mas acho que o filme do Guillermo Del Toro não tem muitas chances nelas (acredito mais em melhor filme estrangeiro), porque a academia não vai poder ignorar e só tem esses prêmios para concentrar no maior sucesso de público do ano, o filme que mais tem a cara de Hollywood nesta premiação – Piratas do Caribe (2) – O Baú da Morte. Vejamos se estou certo!

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