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Luiz Carlos Merten

24 Fevereiro 2008 | 22h00

Cá estou eu na redação do Estado, à espera do início da transmissão do Oscar. Dei uma olhada no tapete vermelho, na ( ou no?) TNT, mas confesso que não tenho muita paciência de ver aquela fogueira das vaidades. Achei linda a Jennifer Garner – sortudo aquele Ben Affleck, hein? -, concordo com o Rubens (Ewald Filho) que a Laura Linney um dia nos surpreende e, de tanto ser indicada, leva seu Oscar, o que, para dizer a verdade, ela sempre merece. Vi a entrada do Javier Bardem – quem era a acompanhante? Sua mãe? – e também a da Ruby Dee, indicada para melhor coadjuvante por ‘O Gângster’. Taí, nunca reparei muito nesta categoria de atriz coadjuvante e nem sei direito com quem a Ruby concorre, mas ela bem que poderia levar. Além de ser um mito da cultura afro-americana, Ruby Dee sempre teve, para mim pelo menos, uma característica especial. Quando a vi pela primeira vez, em ‘O Sol Tornará a Brilhar’ (A Raisin in the Sun), de Daniel Petri, também com Sidney Poitier – drama pioneiro na abordagem de uma classe média negra nos EUA -, confesso que botei uma coisa na cabeça. Ruby Dee tinha o físico e um pouco a boca amarga de Jeanne Moreau. Era a Jeanne Moreau negra! Será que Ruby ganha?