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Luiz Carlos Merten

21 Maio 2009 | 14h22

CANNES – Queria muito ver `Os 2 da Onda` (Les Deux de la Vague), documentario sobre Jean-Luc Godard e Francois Truffaut, cuja programacaoh eh a maneira oficial como Cannes estah comemorando os 50 anos da nouvelle vague. O filme estah comecando agora e eu vou perde-lo um pouco porque quero postar mais alguma coisa, mas tambem porque preciso ver o Elia Suleiman da competicaoh as 19h30, horario local, para poder assistir a `A Deriva`, de Heitor Dhalia, que terah sua sessaoh odficial na mostra Un Certain Regard as 22h30. Naoh posso deixar o Suileiman, que se chama `The Time that Remains`, para recuperar amanhah porque tenhjo as entrevbistas com a trupe de Tarantino no que seria o horario. Naoh seria louco de perder uma entrevista com Tarantino, por mais performatico – clownesco – que ele seja. Tarantino eh do tipo que, naoh importa a pergunta, responde o que quer. Ele domina esse tapete vermelho. Ontem, na entrada do palais, ele dancou com a atriz Melanie Laurent, de seu `Inglorious Basterds`, mas a noite foi mesmo de Brad e Angelina, que levaram a multidao ao delirio, ao pisar naquele tapete. Se estavam representando, B&A mereceriam o Oscar. Pareciam sinceramente apaixonados, mas os rumore eh de que estah se separando. Uma dessas revistas francesas de celebridades anuncia que Angelina traiu Brad com uma mulher e o affair foi testemunhado por seu guarda-costas, que agora parece que vai escrever um livro, com toda certeza best seller. Enfim, se conto isso naoh eh para exercer qualquer juizo de valor, ou de moral, nem porque o BBB tenha baixado no blog, mas eh para que voces vejam que Cannes naoh eh soh grandes filmes. O glamour tambem conta, e muito, aqui, por isso essa vitrine eh taoh importante (e o festival taoh midiatizado, como evento mundial). Assisti hoje pela manhah ao filme frances `A l`Origine`, de Xavier Giannoli, que fez aquele filme com Gerard Depardieu como cantor. Giannoli baseou-se numa historia real, sobre um pequeno trapaceiro que se fiorja uma identidade e consetroi uma auto-estrada. Jah houve aqwui, hah uns dois anos, um filme sobre outro sujeito que sde forja uma identidade – cojm Daniel Auteuil, direcaoh de Nicole Garcia. Esse eh diferente, porque a auto-estrada vira, de alguma forma, celebracaoh da iniciativa privada, em tempos promissores de Barack Obama. O filme eh lento, quase 2h40, mas me pareceu muito bem feito e interpretado (por Francois Cluzet). Nah me parece candidato a Palma, mas tem classe. Pelo visto, soh eu gostei. Neuza Barbosa e Silvana Arantes reclamaram da `derrapada` na auto-estrada. Eduardo Valente, meu irmaoh, vou ter de deixar `No Meu Lugar` para depois. O filme merece um comentario perfeitamente escrito, com todos os acentos a que temos direito. Afinal, foi um filme que vi nascer e cujo processo acompanhei desde o comeco.