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Suprema vitória

Luiz Carlos Merten

29 Outubro 2012 | 00h08

Nenhum outro post recente me deu tanto prazer. Não teve fogos de artifício nem precisou de Joaquim Barbosa. A própria ‘Veja’, antecipando uma ‘possível’ vitória de Haddad , disse, segundo me contaram, que o PT sobrevive hoje por seus defeitos mais do que pelas qualidades. Deve ter sido ato falho. Finalmente, a revista reconhece as qualidades, aleluia! Quero dizer que me senti hoje num filme de John  Ford, ‘O Homem Que Matou o Facínora’. Lembram-se da euforia da aula de democracia? Senti-me assim. Não pude votar no primeiro turno porque estava no Rio e tinha compromissos naquele domingo. Hoje, ao votar, passou pela minha cabeça o filme inteiro de Maria de Medeiros na Mostra. ‘Repare Bem’, e a luta dos que tombaram para que aqueles milicos voltassem para a caserna e a gente pudesse votar. Parece tão simples – ah, senhora liberdade -, mas durante décadas fui – fomos – privados desse direito. Devo ser um velho bobo, mas saí da cabine no Colégio Assunção, coberto de lágrimas. Chorando. Não conseguia me controlar. Aquela garotada, que compunha a mesa, não deve ter entendido nada.