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Luiz Carlos Merten

15 Junho 2009 | 17h36

É incrível como surgem comentários sobre posts antigos. Se entrassem diretamente no post em questão, eu nem saberia, mas como entram como e-mails que precisam ser validados, consigo aconmpanhar o fluxo e manter-me informado. Agora mesmo validei um comentário do Ruy Castro num post antigo sobre John Huston. Já contei para vocês que adoro pesquisar nas velhas pastas do arquivo do ‘Estado’. Um dia, todo esse material terá sido digitalizado e eu imagino que essas pastas irão para as cucuias, mas gosto de pegar os velhos textos, as velhas fotos. Na pasta de John Huston, existem numerosos textos do Ruy Castro sobre filmes antigos do pai de Anjelica, ou sobre um filme antigo, ‘Relíquia Macabra’, que o Ruy disseca tanto pelo ângulo do cinema, o próprio Huston, claro, quanto da literatura, e aí entra em cena Dashiell Hammett, com seu ‘Falcão Maltês’. Baseado nisso, escrevi no post que o Ruy e Sérrgio Augusto talvez não concordassem comigo, quando digo que prefiro a fase final de Huston, posterior a ‘Freud’. O pai da psicanálise liberou John Huston para abordar Tennessee Williams (“A Noite do Iguana’), Carson McCullers (‘Os Pecados de Todos Nós’), o western (‘Roy Bean’) e James Joyce (‘Os Mortos’) de uma forma que a mim fascina profundamente. Pois bem, Ruy Castro acrescentou esse comentário para dizer que ele TAMBÉM ama o Huston final. Maravilha! Somos dois, então…