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Luiz Carlos Merten

26 Julho 2008 | 09h29

Aleluia! Foi detectado o problema que vinha resultando na ausência de comentários aqui no blog. À espera de aprovação, eles são desviados para o meu e-mail pessoal, só que o meu Luiz (com Z) estava com S. Já vi alguns comentários sobre o post dos vilões. Minha pergunta era ‘E o Coringa?’. Entre outros comntários, o Fábio Negro acrescentou outra interrogação – ‘Nem o Jet Li de Máquina Mortífera 4?’ Aleluia, de novo! Os comentários começam a surgir para mim, mas vamos devagar com o andor porque tentei validar e ainda não consegui. Estava me achando tão moderno. Imaginem que consegui instalar sozinho a internet de banda larga no hotel em Paris. (É verdade qe na Polônia Elaine Guerini me forneceu o mapa da mina…) Mas agora falta pouco para os comentários aparecerem. Quero assinalar duas ou três coisdas. Vamos por partes, como diria o estripador. A sessão Cinéfila do Espaço Unibanco exibe hoje ‘Non ou a Vã Glória de Mandar’, que foi meu primeiro Manoel de Oliveira, na minha primeira Mostra de São Paulo. Fiquei fascinado por aquele discurso descontínuo sobre a grandeza e decadêdncia de Portugal, que consiste em encenar, como tableaux-vivants, cenas de batalha para contar uma história portuguesa e, mais do que isso, refletir sobre a ‘nostalgia’ e o sebastianismo. Nunca mais revi ‘Non’ e não sei se vou conseguir revedr hoje, mas gostaria. Tanto quanto do filme, propriamente dito, gostei do elenco e achei Luiz Miguel Cintra, em especial, um grande ator. Oliveira recebeu este ano em Cannes sua Palma de Ouro de carreira. Há 13 anos, em 1995, comemorando o centenário do cinema, Cannes pediu a todos os vencedores do prêmio ainda vivos – naquela data – que apontassem um grande diretor nunca premiado na Croisette. Deu Bergman na cabeça e ele ganhou a Palma das Palmas. Este ano, para assinalar o centenário de Oliveira, Gilles Jacob vestiu-se de gala e deu a Manoel sua Palma especial. Mais até do que o prêmio, seu discurso foi tão bonito e emocionante – começava com ‘Cher Manoel’ – que eu sugiro que vocês procurem no site do festival, www.festival-cannes.fr (ou org). Deve estar lá registrado, em algum canto, em francês e inglês. Leiam, e vejam ‘Non’. Estava pensando que título colocar neste post. Ia repetir Gilles Jacob, ‘Querido Manoel’. Vou salvar agora o que vocês já leram.