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Luiz Carlos Merten

14 Outubro 2008 | 18h22

Vai confiar no que te dizem os outros. Achei que já havia parado com a história do manifesto do Pedro Cardoso, mas Silvana Arantes, face ao meu último post sobre o assunto, me pede urgentemente que faça um esclarecimento. Gosto demais dela – e a respeito muito – para não parar tudo e postar imediatamente o texto que se segue.
Querido Merten,
Você sabe que sou leitora freqüente e atenta de seu blog. Não tenho o hábito de deixar comentários, mas desta vez te peço, por favor, que acolha esse meu texto. Gostaria de fazer um esclarecimento. Em nenhum momento da reportagem que a Ilustrada publicou ontem a respeito do manifesto contra a nudez de Pedro Cardoso está dito ou sequer insinuado que Selton Mello teria feito sessões privês de cenas de nudez de Graziella Moretto não incluídas na montagem final do filme. O que está escrito é que a reportagem da Folha acompanhou as filmagens de “Feliz Natal” no dia em que a cena de nudez de Graziella foi filmada. E está dito também que, naquela ocasião, Selton Mello comentou que, nos dias de folga das filmagens convidava toda a equipe (insisto: TODA A EQUIPE DO FILME, INCLUINDO SEUS ATORES) para assistir na casa dele a versões prévias do filme, que ele mesmo montava. Ou seja, o que esse texto informa é que ANTES de filmada a cena de nudez de Graziella Moretto, Selton Mello tinha como prática mostrar à sua equipe o trabalho em andamento. Esse aspecto teve destaque na reportagem que a Ilustrada publicou, na época, referente à visita ao set. Ele dizia: “O filme está dentro da cabeça do diretor. Se ele começa a abrir, generosamente, para a equipe inteira o filme que está pensando, todo mundo entra numa e fica tudo mais bonito.” Falava, portanto, de um método de trabalho. Te agradeço antecipadamente a publicação deste comentário.
Com um beijo, Silvana Arantes