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Luiz Carlos Merten

09 Março 2012 | 12h47

RIO – Cá estou, desde ontem. Aliás, foi uma odisseia para chegar. Meu voo foi cancelado, tive de esperar no aeroporto de São Paulo e,m depois, ao chegar, me perdi do receptivo, o que sdignifica que tive de esdperar mais aionda. Tudo isso  somado ao trânsito de fim de tarde, cheguei no hotel já à noite e corri para o Cinépolis Lagoon, para assistir a… ‘Guerra É Guerra’. Foi o que me trouxe ao Rio. Reese Whiterpoon. Viriam o diretor McG  e ela, mas o cara fez forfait. O filme é divertido – uma comédia romântica de ação em que a heroína é disputada por dois amigos espiões, Chris Pine e Tom Hardy. Numa cena, passa a TV o cultuado ‘Butch Cassidy’, mas, ao contrário de Katharine Ross no western de George Roy Hill, que forma um trio com Paul Newman e Robert Redford, Reese tem de escolher. Acho que o desfecho, não apenas a perseguição ao vilão, o alemão Til Schweiger, mas a própria escolha de Reese, enfraquece bastante o filme, mas McG deve ter achado que era muita sem-vergonhice uma Dona Flor gringa, capaz de viver feliz com seus dois maridos. Na vida, Reese diz que não saberia escolher entre eles. Um alto, loiro, lady’s man; o outro, atacarracado, tatuado. Numa fase da vida dela, Reese diz que, com certeza preferiria um, mas não disse em qual fase (nem se hoje). Reese é gracinha. Ontem à noite, no Lagoon, achei que ela usava um vestido esquisito – a produtora Iafa Britz me informou que era um ballonê, é assim que se escreve? -, que não a favorecia. Mas Reese, na tela, está esplendorosa, bem melhor do que em ‘Água para Elefante’, em que parecia mãe, não amante, de Robert Pattinson. Ela contou que guarda excelente impressão de São Paulo, onde, há algum tempo, dançou uma noite inteira e tomou muitas caipirinhas, mas o Rio… “Lugar de gente mais bonita”, a aspa é de Reese. ‘Guerra é Guerra’ é seu primeiro filme de ação e ela adorou. Falou de filhos, internet, paqueras. Não é do tipo que fica saindo com rapazes. Ao ‘date’, prefere o casamento. Foi na lata – ‘Gosto de me sentir segura.’ Asorou ‘O Artista’ e ‘Meia-Noite em Paris’. Woody Allen já disse que quer filmar com ela, mas o projeto nunca sai. Ela diz que está às ordens. As entrevistas, daqui a pouco, rolam no Fasano. Como não trouxe laptop nem tablet achei desaforo pagar R$ 55 por uma hora de internet. Vim até a Visconde de Pirajá, onde achei uma lan house e estou postando para dar notícias. Estou nos cascos para falar sobre o novo pacote da Versátil, com duas comédias que fazem parte do meu imaginário – ‘Divórcio à Italiana’, de Pietro Germi, e ‘Uma Vida Difícil’, de Dino Risi. Me aguardem!