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Redescobrindo Scola, Paixão de Amor

Luiz Carlos Merten

23 fevereiro 2016 | 19:18

PARIS – Cheguei aqui e a primeira coisa que vi foi que o Action Christine estava com uma programação em homenagem a Ettore Scola. Procurei pelo meu preferido, Capitan Fracassa, A Viagem do Capitão Tornado, e não havia. Em compensação, aproveitei para ver um raro Scola que nunca havia assistido. Não sei nem se foi lançado no Brasil – Passione d’Amore. Bernard Giraudou faz militar que se envolve com uma bela mulher casada (Laura Antonelli) e com outra tão feia que é motivo de escárnio de toda a sociedade de Milão, por volta de 1860. E é por essa segunda que ele termina nutrindo um sentimento tão intenso que o leva a duelar. Puta filme estranho, mas, ao mesmo tempo, perfeitamente integrado na obra de Scola, a meio caminho entre Feios Sujos e Malvados e Um Dia Muito Especial. Aproveito para lembrar que a Berlinale prestou várias homenagens a mortos recentes. Scola, Alan Rickman – e foi uma linda sessão apresentada por Emma Thompson -, Vilmos Zsigmond, Haskell Wexler. Gostaria de ter visto O Baile, mas não deu. Havia ficado tão decepcionado com o tributo de Scola a Fellini – Che Strano Chiamarse Federico – que até fui injusto com o grande artista que ele foi. Aproveito para listar os ‘meus’ filmes de Scola – Capitão Tornado, O Baile, Feios Sujos e Malvados, Um Dia Muito Especial e (agora) Passione d”Amore.