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Cultura » Redescobrindo Joaquim Pedro

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Luiz Carlos Merten

16 Outubro 2007 | 10h17

Esta coisa de blog é interminável. Um assunto puxa outro e eu poderia ficar o dia inteiro só postando (independentemente de vocês quererem ler ou não). Mas citei a revista ‘Positif’, que em toda edição recupera um filme, ou um autor, ou uma cinematografia. Nesta edição que tem Rohmer na capa, o recuperado é Joaquim Pedro de Andrade, a quem a revista tece as maiores loas, dizendo que ele tende a ser esquecido em função de Glauber Rocha, embora seja tão grande quanto. ‘Positif’ pega carona em vários eventos para falar de Joaquim Pedro – restauração dos filmes, lançamento em DVD e retrospectiva na França. Aliás, não são só os franceses que estão revalorizando um dos fundadores mais importantes do Cinema Novo. O Festival de Nova York, que terminou no domingo, também pediu sua benção a ele. Estava lá no fim de semana e pude testemunhar o fato. Amo o autor, mas, por uma questão de temperamento, prefiro o Joaquim mineiro (‘O Padre e a Moça’ e ‘Os Inconfidentes’) ao tropicalista (‘Macunaíma’).