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Luiz Carlos Merten

24 Julho 2007 | 14h23

Tiago, faz uma busca no blog. Já postei bastante sobre Pacto de Sangue, embora, obviamente, seja o tipo do filme sobre o qual se pode falar e falar e falar, sempre encontrando assunto para mais. Mas é que já foram feitos comentários muito interessantes, que acho relevante que leias. Régis foi muito duro com John McTiernan. Com o primeiro Predador e o primeiro Duro de Matar, ambos ótimos, ele formatou o que seria o cinema de ação, a partir dos anos 80. Em relação ao que fez depois, acho muito legal a cena do museu, que homenageia Magritte, no remake de Crown, o Magnífico, que se chamou, no Brasil, A Arte do Crime. Tive a oportunidade de entrevistar McTiernan em Cannes, onde o filme passou fora de concurso, e achei muito interessante quando ele explicou que a cena foi improvisada, não estava no roteiro (pelo menos naquele formato). Aliás, é curioso que o McTiernan tenha refeito dois filmes de Norman Jewison – além de The Thomas Crown Affair, ele também refilmou Rollerball, os Gladiadores do Futuro. Por que essa obsessão em atualizar o material do outro? Não é provocação com o Régis, mas Cahiers du Cinéma, que defende o cinema de autor, colocou nas nuvens o Violação de Conduta. De minha parte, gosto, além de Predador e Duro de Matar, de Caçada ao Outubro Vermelho. A selva de Predasdor, a torre de vidro de Duro de Matar e o submarino de Outubro Vermelho – McTiernan gosta dos ambientes concentracionários, fechados. Não é mole fazer um filme de ação dentro de um submarino, no qual dois homens tentam antecipar os movimentos na cabeça um do outro – o conselheiro americano Alec Baldwin e o comandante russo Sean Connery. McTiernan conseguiu.

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