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Luiz Carlos Merten

03 Novembro 2009 | 14h31

Corri feito um doido hoje de manhã. Tinha filmes na TV, um texto sobre filmes da Mostra e ainda queria ver a cabine de imprensa do ‘2012’. Impressionante! Os efeitos são grandiosos, mas isso era o que se podia esperar do Roland Emmerich, que usa a máquina do cinemão para expressar seu imaginário e o problema é que esse imaginário foi moldado pelos clichês de Hollywood. Em Cancún, onde o entrevistei – e depois participei de um grupo que almoçou com ele -, Emmerich me disse que o filme não é sobre o fim do mundo, mas sobre o recomeço. Pegando carona na Bíblia, acrescentou que não é sobre o Dilúvio, mas sobre a Arca de Noé. ‘Posto’ que esse mundo não tem solução, só mesmo (re)construindo outro. Para expressar isso, ele conta a história de uma família dividida. Será que entrego o ouro, se disser a quanto Emmerich reduz sua ‘reflexão’? Tudo acontece para que uma menininha que ainda mija na calcinha… Para, Merten, deixa o público viajar na fantasia, porque os efeitos são mesmo do outro mundo (este, afinal, está indo para o brejo).