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Luiz Carlos Merten

01 Agosto 2009 | 08h54

Foi praga. ‘Folha’ e ‘O Globo queriam a primazia da visita ao set de ‘Chico Xavier’ e não devem ter dglutido nem um pouco que Daniel Filho me desse preferência. Estou brincando. Foi incompetência minha. Adorei a visita ao set de ‘Chico Xavier’, gostei de escrever a matéria, mas um só texto uma só capa, teve erros demais. Aqui mesmo no blog. alguém já assinalou que, ao escrever que a atriz Ana Rosa, que filmava naquele dia, é espírita e há mais de 30 anos tenta decifrar esse mistério – o espiritismo -, eu estava admitindo minha ignorância sobre o assunto. Se ela é espírita, não há enigma a decifrar, ela ‘sabe’, como alguém já assinalou. Referi-me ao episódio da possessão da irmã de Francisco como dando origem a um exorcismo, e exorcismo é coisa da Igreja Católica, não há nada menos espírita. Curioso é que a colega redatora que revisou meu fechamento é espírita e deixou passar, porque, segundo ela, a ênfase estava na descoberta da mediunidade de Chico e como ele apaziguava a irmã com a simples força de persuasão de sua voz. Mas, enfim, tirando os erros de conceito, consegui errar três – três! – informações bem factuais. O próprio Daniel me enviou um e-mail afetuoso dizendo que não é Fábio Jr. nem Glória Pires e, portanto, não é pai de Cléo Pires. A filha dele que participava da cena filmada naquele dia é Carla Daniel. Perdão, Carla. Ao dizer que Larissa Vereza, outra atriz na mesma cena – a irmã -, é filha de Carlos (Vereza), acrescentei, ó céus, que ele fez um docudrama sobre uma figura importante do espiritismo e disse que era Allac Kardec, quando, na verdade, todo mundo sabe – mas pelo visto menos eu -, foi Bezerra de Menezes. E não parei aí. Ao citar ‘Vencido pela Lei’ (Manhattan Melodrama), de W.S. Van Dyke, como o filme dentro de ‘Inimigos Públicos’ – que Daniel Filho foi assistir e motivou suas reflexões sobre a irreversibilidade do digital, troquei o Powell e botei que era Dick Powell o ator que formava o triângulo com Clark Gable e Myrna Loy. Não era – o Powell é outro, William, que, aliás, estrelou para o mesmo Van Dyke, e naquele mesmo ano (1934), The Thin Man’, que passou no Brasil como – espero não estar errando, por favor -, ‘A Ceia dos Acusados’. Para concluir, dizer o quê? Sorry!