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Luiz Carlos Merten

10 Novembro 2008 | 17h18

‘Quantum of Solace’, título que não diz nada para o espectador brsasileiro, estreou arrebentando nos cinemas do País. Lançado com 400 cópias, fez 487 mil espectadores no fim de semana, atingindo cerca de 55% mais de público do que ‘Cassino Royale’. O filme superou – em 9% – a receita de ‘O Amanhã Nunca Morre’, que havia sido o filme de maior sucesso da história da franquia no Brasil. Forneço essas infoprmações e abro espaço para qje vocês me digam o que pensaram de ‘Quantum of Solace’. Para dizer a verdade, acho meio irrelevante discutir se é melhor ou não do que o primeiro filme de Daniel Craig no papel. Acho até que ‘Cassino Royale’ pode ser, ou é, melhor como filme, mas achei ‘Quantum of Solace’ bem interessante como proposta ‘autoral’ de Marc Foster. Interessante a arriscado, pelas muitas liberdades que ele toma em relação à mitologia do personagem. Não estou me referinsdo só a boagens como a frase ‘Meu nome é Bond’ ter sido excluída ou a bebida favorita ter sido modificada, mas a coisas mais profundas. Creio que o verdadeiro tema deste filme é a quebra de confiança e que a verdadeira história não é a de 007 com a bondgirl Olga Kurylenko, mas a de Bond com M. Ele está abalado pela descoberta da traição de Vesper, ela descopbre a traição de um integrante de sua equipe e duvida se poderá confiar de novo em 007, porque a obsessão de vingança do seu agente pode comprometer a frieza necessária ao exercício de sua função. Gostei de tudo isso e acho a cena da ópera – a ‘Tosca’ – excepcional, mas concordo com o Rubinho. O filme tem quatro cenas espetaculares de ação, uma atrás da outra, no começo. Depois, ele pára por quase uma hora como espetáculo de ação e só retoma a pauleira no desfecho. Fico me perguntando se isso não dilui um pouco o dsfecho, e aliás foi uma crítica que fiz ao próprio Foster, quando o entrevistei. Acho muito legal a imagem de Mathieu Amalric perdido no deserto, mas o confronto de Bond com ele me parece que vem rápido demais e de forma inesperada. Não revi o filme e não sei se conseguirei fazê-lo antes da cirurgia, marcada para quinta. Mas de uma coisa eu gosto, e é do Daniel Craig. Este é o mais violento filme da série e ele é bom paca. Imagino que alguém possa preferir o bom e velho Sean Connery, mas eu confesso que sou mais Daniel. Ele assinou para quatro filmes. ‘Cassinop Royale1’ foi, internacionalmente, o maior sucesso da história da franquia. O filme estréia somente sexta nos EUA. Mesmo que venha a fracassar, Dabniel terá mais duas chances no papel. Ele não parece muito ansioso e até não parece disposto a virar 007 em tempo integral. Sopnha com ouytros papéis, gostaria até de voltar ao teatro. Vocês devem ter lido que ele até comentou que a eleição de Barack Obama abre a porta para um 007 negro. Na verdade, já tivemos um por volta de 1970, naquela fase dos blaxploitation movies. Não, não era o Shaft. Como se chamava? Tenho de ir para a minha reunião de pauta. Depois a gente continua.

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