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Quando amanhã chegar!

Luiz Carlos Merten

10 Abril 2018 | 13h49

Cinco dias sem postar – cinco dias durante os quais estive hospitalizado, operei o joelho
e agora estou de volta em casa, ainda imobilizado e com uma dor tão forte que a vontade é de urrar feito bicho. A fisioterapeuta me havia cantado a bola. O pós-operatório é duro, bate a dúvida (‘Por que operei?’), mas depois, lá pela quarta semana, a vivência é outra, idem o sofrimento. ‘Por que não operei antes?’ Espero chegar logo nesse estágio. Já consigo dobrar o joelho em 90 graus e, dando uma de gaúcho macho, dispensei a bateria de analgésicos mais pesados, o que tem me valido não poucas críticas dos médicos, que acham desnecessário ficar sentindo dor. Dib Carneiro tem estado comigo, solidário como sempre. E Lúcia. No quarto, havia um quadro – Controle a dor. Não era só a física. No sábado, dia da prisão de Lula, o foguetório tomou conta de Higienópolis, onde estava hospitalizadso. Muita gente comemorando – a vitória da Justiça? Não me façam rir… Eu, até por ser jornalisata de cinema, um crítico tenho de admitir, estou sempre olhando o mundo atento aos símbolos, procurando-os. Na hora dos foguetes – exatamente! -, bandeiras vermelhas desfraldadas na TV paga. As cenas da Comuna de Paris de Os Miseráveis. O Potemkin dos musicais! Do you hear the people sing? Você ouve o povo cantar?
Singing a song of angry men?
It is the music of a people
Who will not be slaves again!

When the beating of your heart
Echoes the beating of the drums
There is a life about to start
When tomorrow comes!
Controle a dor. Tem uma vida inteira para começar (incluindo um joelho novo)/Quando amanhã chegar.