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Luiz Carlos Merten

30 Maio 2012 | 06h07

LONDRES – Como naoh assinei nada de embargo e o filme de Ridley Scott estreia hoje na Franca, presumo que as criticas estejam liberadas, por mais segredo que o diretor, com quem converso aa tarde – estou quatro horas aa frente de voces -, tenha feito durante a producaoh e realizacaoh. O visual eh espetacular e o que mais me impressionou foi a frorma como Scott reinventou H.R. Giger, que havia criado o look do monstro do espaco em Alien, o Otavo Passageiro. O novo filme naoh eh bem uma sequencia, embora a gente assista, lah pelas tantas, ao nascimento do alienigena letal. Ridley Scott, na vertente de Stanley Kubrick, propoeh muito mais uma indagacaoh metafisica sobre a origem do universo e a relacaoh do homem com Deus. Propoeh – mas naoh resolve. Tirando o visual, achei Prometheus meio caotico. Decepcionei-me, por mais coisas legais que tenha. Volto a Kubrick – diante de tanta grandiosiodade, as paisagens da Islandia em que o diretor filmou, o trabalho de Scott me fez pensar varias vezes em Kubrick. Me deu a sensacaoh de que, se vivo fosse, Kubrick poderia muito bem querer revisitatr seu classico 2001, quem sabe para esclarecer o misterio do monolito negro (jah que o 2010 de Peter Hyams era bem fraquinho…). Scott eh visionario, um louco. Como homem de cinema, `artista`, eh um criador de mundos, naoh importa se no presente ou se viajando ao passado e ao futuro. Suas imagens em Prometheus naoh saoh de sintese, produtos de tecnologias avancada, como as de Avatar, de James Cameron. Os atores nao filmaram contra fundos verdes nem azuis. Foram aerotransportados a uma regiaoh distante da Islandia – a ultima fronteira do mundo? -, os sets gigantescos foram construidos. Quanto esforco! E por quase nada… Exceto que Michael Fassbender eh quite impressive como roboh e Noomi Rapace finalmente tem um papel de estrelas (depois de ter sido a garota com a tatuagem de dragaoh no original sueco).