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Luiz Carlos Merten

21 Fevereiro 2012 | 16h23

E o Almodóvar, hein? Se deu mal no Goya, o Oscar espanhol, mesmo tendo o maior número de indicações por ‘A Pele Que Habito’. Eram 13 ou 14, ganhou em quatro, incluindo atriz (Elena Anaya), ator coadjuvante (Jan Cornet) e maquiagem, todos altamente merecidos. O vencedor foi um thriller, ‘No Habrá Paz para los Malos’, que eu espero que seja melhor do que o de Antonio Chavarría que a Espanha enviou para Berlim, ‘Dictado’, e que era bem fraquinho, para não dizer ruim (o pior filme da seleção?). Aliás, tenho de fazer um mea culpa rápído. Correndo para ver os filmes da competição e algumas coisas das mostras paralelas da Berlinale, além das entrevistas – das quais não abro mão -, simplesmente me esqueci do novo Alex de La Iglesia, com Salma Hayek.  M…! Mas, por falar em prêmios, Woody Allen ganhou o de roteiro original, por ‘Meia-Noite em Paris’, da liga de roteiristas dos EUA – a liga, ou Guild, é o sindicato da categoria -, o que o torna imbatível na disputa do Oscar, no domingo. Pelo mesmo critério, ‘Os Descendentes’, de Alexander Payne, escrito pelo próprio, leva o de roteiro adaptado, porque ganhou o prêmio da categoria, no Guild (ou será na Guild?). Ainda no Goya, ‘O Artista’, de Michel Hazanavicius, cada vez mais favorito na Academia – ganhou o prêmio dos produtores e diretores -, ficou com o Goya de melhor filme europeu, e ‘Um Conto Chinês’, com o Goya de melhor filme estrangeiro em língua espanhola. Estou postando de casa e me preparando para ir ao cinema. Tenho tanta coisa para rever, até domingo – ‘Hugo Cabret’ é uma delas -, mas quero ver alguma coisa inédita (para mim). ‘Motoqueiro 2’ será tão ruim quanto imagino? Não consegui nem me divertir no 1. Fico mais um pouco, aqui. Se virem minha interrogação, deem-me uma luz, please.

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