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Luiz Carlos Merten

09 Março 2010 | 15h25

Cheguei na cabine de ‘Um Sonho Possível’, joguei um pouco de conversa fora com Paulo Santos Lima e Luiz Antônio Giron e entrei na sala para ver… o quê? Bem que o Giron falou alguma coisa em drama, mas eu achei que se tratava de uma comédia romântica e que era até com aquele cara que faz o par gay do jogador que sai do armário em ‘Idas e Vindas do Amor’ (Bradley Cooper é o atual queridinho de todos os sexos).  Mas não, descobri depois que o Bradley é par da Sandra em outro filme, que este sim é comédia romântica e que foi por ele que a atriz ganhou a Framboesa de Ouro, um dia – uma noite – antes do Oscar. De volta a ‘Um Sonho Possível’… Mas é o ‘Preciosa’! Ou melhor, o ‘Precioso’, contando a mesma história do filme de Lee Daniels, só que no estilo de Hollywood. Ou seja, cinemão. Independentemente de ser melhor, ou pior, acho que foi nisso uma injustiça. Sandra Bullock foi melhor atriz, c omo Mo’Nique foi a melhor coadjuvante do ano. Gabourey Sidibe foi indicada para o prêmio de melhor atriz e eu fiquei me sentindo culpado por não gostar do filme, ao ouvir a Oprah Winfrey chamá-la de Cinderela norte-americana, que sua história era uma fairytale e que mostrava que na ‘América’ tudo é possível etc e tal. A injustiça a que me refiro é – por que o garoto de ‘Um Sonho Possível’ não foi indicado a alguma coisa? Sem brincadeira, ele me pareceu muito bom e forma uma excelente dupla com seu ‘irmão’ branquelo. Aquele guri é ótimo.