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Luiz Carlos Merten

24 Agosto 2007 | 12h33

Da série Tamanho não é documento – o Festival de Curtas começa hoje para o público e já inicia rachando. Selecionei um punhado de filmes para a reportagem de ontem no Caderno 2, sobre a abertura, à noite, do evento (para convidados). Tenho falado tanto sobre Satori Uso, do Rodrigo Grota, que espero que vocês corram ao CineSesc, às 8 da noite, para ver meu curta favorito no recente Festival de Gramado. Emprestei o DVD que o Rodrigo me deu para o Jotabê Medeiros, nosso bravo repórter do Caderno 2 – o Sr. Investigação, como é conhecido, por suas matérias –, e ele gostou muito. Quer dizer: agora somos dois a elogiar Satori Uso. Também hoje, às 7 da noite, o MIS mostra Vida Maria, uma sensacional animação de Márcio Ramos sobre a condição da mulher na patriarcal sociedade nordestina. No mesmo local e horário, você poderá conferir o Kikito de melhor direção que Esmir Filho recebeu por Saliva. Às 8 da noite, na Cinemateca, passa Tarantino’s Mind, que virou cult, instantaneamente, ao abrir, como complemento de A Dália Azul – aquele filme horroroso do Brian De Palma; sim; eu sei que tem gente que gosta –, o Festival do Rio do ano passado. Selton Mello e Seu Jorge jogam conversa fora num bar, discutindo o mundo a partir do cinema de Tarantino (ou o cinema de Tarantino e o mundo tal como o vêem, entre uma cerveja e outra). Também na Cinemateca, no mesmo horário, vale conferir Um Ramo, premiado como curta Revelação na Semana da Crítica, em Cannes. Juliana Rojas e Marcos Dutra dirigem o filme produzido por minha conterrânea Sara Silveira, que também vai produzir o longa de estréia de Esmir Filho. Sara está apostando na garotada – legal. O problema do Festival de Curtas é justamentre essa pulverização. São muitos filmes atraentes, em diferentes locais, muitas vezes no mesmo horário (ou em horários próximos, que desautorizam o deslocamento). Estou recomendando vários nacionais. Um estrangeiro – Mei, de Arvin Chen, premiado em Berlim, sobre jovem que se inicia nos mistérios do sexo na noite de Taipei (deve ser o curta favorito de Tsai Ming-liang, com quem tem afinidades). Passa às 5 (17 h) no MIS. Outro estrangeiro – Como Frear numa Descida, de Alix Delaporte, premiado em Veneza, sobre a relação de uma garota e seu pai delirante. Passa às 9 da noite, no Unibanco. Como já vi todos esses, vou me considerar liberado para ver O Ultimato Bourne em qualquer brecha que tiver hoje.