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Luiz Carlos Merten

04 Janeiro 2011 | 15h13

Havia gostado tanto de minha entrevista com Ferzan Ozpetek, que foi capa de ontem do ‘Caderno 2’. Mal sabia eu que ia despertar um vendaval de críticas. A militância do mundo inteiro, perdão, da cidade caiu em cima de mim, aliás, do meu editor. Fui chamado de jumento, esclerosado e o escambau, tudo porque usei ‘homossexualismo’ em vez de ‘homossexualidade’, como tem de ser, em nome da correção política, ao falar sobre ‘O Primeiro Que Disse’. Os próprios dicionários precisam ser atualizados. Referem-se a homossexualismo como práticas sexuais entre pessoas do mesmo sexo e a homossexualidade como ‘qualidade de homossexual’, homossexualismo. Mas não – homossexualismo é doença e, como tal, a palavra tem de ser banida, substituída por homossexualidade. Confesso que, às vezes, não tenho paciência, viu, OM? A propósito, não resisto a fazer uma observação, espero que não seja preconceituosa. Já vi o filme duas vezes, com diferentes plateias, no Rio e em São Paulo, e em ambas as cidades o público racha o bico de rir quando o amigo gay divide a categoria em dois grandes grupos – os passivos e os mentirosos.