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Luiz Carlos Merten

16 Dezembro 2007 | 13h09

Outro dia alguém me pediu que comentasse ‘Os Duelistas1, do Ridley Scott. Antes de falar sobre o filme – vou ficar devendo este post, com o do ‘Drácula’ de Coppola, que não esqueci -, quero informar o seguinte. Ontem, no Shopping Frei Caneca, enquanto esperava pela sessão de ‘Gigante’, fui dar uma olha nas Lojas Americanas. Queria ver se encontrava o CD de ‘Chega de Saudade’, mas um cacoete profissional me levou a pesquisar os DVDs. Naquele monte de ofertas, sempre tem algumas coisas interessantes. Alguns Hitchcocks (‘Janela Indiscreta’ e ‘Topázio’) a R$ 19,90, Godard (‘Je Vous Salue, Marie’!) a R$ 13,90 e, mais barato ainda, ‘Os Duelistas”, a R$ 9,90. Por dúvida das vias, comprei e vou rever antes de falar. Faz tempo que não vejo ‘Os Duelistas’. Na minha lembrança, Ridley Scott, em seu primeiro longa, não apenas captou a essência de Joseph conrad como fez um dos filmes visualmente mais belos de que me lembro. Mas é uma beleza funcional, que serve à história. Aliás, quando me perguntam qual o filme mais bonito (pelo visual) que já vi, os que me vêm à lembrança são – ‘Os Duelistas’; ‘As Duass Faces da Felicidade’ (Le Bonheur), de Agnès Varda; ‘Dois Destinos’ (Cronaca Familiare), de Valerio Zurlini; e um filme checo do Karel Kachyna que vi no Peru, há mais de 30 anos, e que lá se chamava ‘Saltando Otra vez los Charcos’. Deus do céu! O cinema checo chegava a ser preciosista de tão bonito, nos anos 60 – antes que os tanques vermelhos esmagassem a primavera de Praga -, mas aquele filme do Kachyna era um absurdo, um escândalo de tanta beleza.

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