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Luiz Carlos Merten

12 Maio 2007 | 16h12

Agradeço ao Paulo, que percebeu direitinho o que eu queria dizia dizer com o post que intitulei Hospedeiro. Eu também acho que o Gil Araújo devia criar um blog dele para divulgar suas informações. Quanto ao que me dizem o Sérgio e o Fábio Negro, sobre Park Chan-Wook, tendo a tomar o partido do primeiro. Achei Lady Vingança deslumbrante, justamente por toda aquela estilização que, além de não engessar a narrativa (pelo menos para mim), me parece muito inteligente. Mas devo concordar – Oldboy tem uma visceralidade que me arrebata (e arrebenta). Tive um choque quando vi aquele filme, continuei gostando de Park Chan-Wook em Lady Vingança e só me decepcionei com I’m a Cyborg, que vi em Berlim, em fevereiro. Este, achei um desastre e, se não estivesse sentado, teria caído para trás, durante a premiação, quando o júri desperdiçou um prêmio, atribuindo-o àquele filme do Park Chan-Wook. Não sei se foi comprado para o Brasil, mas creio que sim. Esses filmes cults sempre dão as caras. Se não em circuito comercial, vêm para o Festival do Rio ou a Mostra de São Paulo. É só aguardar! O divertido é que ontem, antes de sair do jornal, vi o título da crítica do Zanin, meu colega Luiz Zanin Oricchio, que saiu hoje no Caderno 2, sobre Lady Vingança. É alguma coisa tipo A Ética da Represália. Disse que cabia em O Hospedeiro, que também é, no limite, uma história de vingança (com uma pitada de compaixão – a família que se une na desgraça, a adoção do menino). Zanin brincou – não seja por isso! Disse que eu devia usar o título de novo quando Host estrear. Ninguém vai nem notar, acrescentou. Pensando um pouco, tirando os filmes do IM Kwon Taek e alguns do Kim Ki-duk, meu coreano favorito, tenho a impressão de que ‘a ética e a estética da represália’ terminam por se aplicar a todo o cinema da Coréia. Que tal?