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Luiz Carlos Merten

30 Outubro 2009 | 14h35

Fui (re)ver ontem à noite ‘O Dia da Transa’ no Espaço Unibanco. Não sei se eu próprio não sou o culpado. Havia, digamos assim, uma alegre plateia masculina que estava esperando o que o filme não dá. ‘O Dia da Transa’ conta a história desses dois heteros que vão fazer um filme pornô (gay). A plateia, tal como era formada, esperava ver os bofes saírem do armário. O sexo é oral – os caras falam, falam e nada. O filme está longe de ser libertário. Os protagonistas não apenas não chegam às vias de fato, como um deles se arrisca a haver perdido tudo. Ele revela, no processo, que teve atração por outro homem. É o casado e sabe que quebrou a cara com a mulher. Fiquei com um travo amargo. Longe de ser dionisíaco, ‘O Dia da Transa’ me pareceu repressivo – o partido da diretora Lynn Shelton é deixar o espectador grilado sobre o que vai acontecer com esse cara. P… filme triste.

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