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Luiz Carlos Merten

23 Janeiro 2010 | 12h54

Retorno à ‘Cahiers de dezembro, com sua capa dedicada a ‘Tetro’ – boa a entrevista de Coppola, que tece loas ao James Gray de ‘Amantes’, revelando que gostaria de ter tido Joaquin Phoenix em seu filme, mas o problema é que ‘ele não é mais ator…’ Em dezembro, ‘Cahiers’ publicou sua lista com os melhores filmes de 2009. Mesmo discordando de certas ewscolhas, a lista me pareceu melhor que a da década, em janeiro – ‘Ervas Daninhas’, de Resnais; ‘Vincere’, de Marco Bellocchio, maravilhoso; ‘Bastardos Inglórios’, de Tarantino; ‘Gran Torino’, de super-Clint; ‘Singularidades de Uma Rapariga Loira’, de Manoel de Oliveira; ‘Tetro’; ‘Démineurs’, o poderoso filme sobre a guerra do Iraque de Kathryn Bigelow; ‘Le Roi de l’Évasion’, de Alain Guiraudie, que também procurei nos cinemas de Paris, mas estava muito longe, na banlieue; ‘Tokyo Sonata’, de Kiyoshi Kurosawa; e ‘Hadewijch’, de Bruno Dumont. Sobre Kiyoshi Kurosawa, vale destacar que ‘Cahiers’, em janeiro, publica dois textos dele. Quer dizer, um texto sobre Steven Spielberg, ‘cineasta do século 21’, e um bate-papo muito rico e estimulante dele com Bong Joon-ho. O autor coreano revela, entre outras coisas, gostar muito do Paul Thomas Anderson de ‘Embriagado de Amor’, que eu, particularmente, prefiro ao filme do petróleo, com Daniel Day-Lewis. ‘Embriagado’ tem a leveza de um filme de arte ‘espontâneo’. O outro tem o peso – a má consciência – de um filme de autor que fica nos dizendo ‘Vejam como é importante o que estou dizendo!’

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