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Cultura » Os pecados inocentes de Tom Kalin

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Luiz Carlos Merten

23 Abril 2008 | 15h54

Além das entrevistas com os brasileiros que estarão em Cannes, minha manhã incluiu quase 40 minutos de conversa, pelo telefone, com Tom Kalin, que estava em Nova York. Kalin é o diretor de ‘Savage Grace’, com Julianne Moore, que estréia na sexta-feira, com o título brasileiro de ‘Pecados Inocentes’. Acho que ‘Graça Selvagem’ seria melhor, mas espero que o distribuidor saiba o que está fazendo. Já havia entrevistado Kalin várias vezes. Pelo telefone, quando estreou ‘Colapso do Desejo’ (Swoon) e, pessoalmente, quando ele esteve no Brasil, em Gramado e depois no MIS, aqui em São Paulo, mostrando seus vídeos experimentais (e o trabalho do grupo que integrava, na prevenção e informação sobre a aids). Foi uma bela entrevista, que sai na sexta, no ‘Caderno 2’. Falamos sobre família – se ainda não viram, vocês vão compreender o por quê ao assistir a ‘Pecados Inocentes’ – e o Kalin me surpreendeu ao citar Lucrecia Martel, dizendo que adora ‘O Pântano’ e ‘La Niña Santa’, que tratam, entre outras coisas, do assunto. Aproveitei para dizer-lhe que Lucrecia participa da competição em Cannes, com ‘La Mujer sin Cabeza’, e o Kalin – que mostrou ‘Savage Grace’ na Quinzena dos Realizadores, no ano passado – meio que me atropelou para perguntar por ‘Blindness’. Ele ficou muito surpreso pelo fato de o filme de Fernando Meirelles não ter sido selecionado. Acho que Kalin também andou lendo a tal ‘Variety’ que fez sua aposta no Meirelles. É outro filme sobre o qual tenho ouvido maravilhas. Por que ficou de fora? Com o perdão do trocadilho, cegueira de quem?