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Luiz Carlos Merten

12 Dezembro 2007 | 17h18

Aqui vai a primeira lista de Raymond Benson nos números de ‘Cinema Retro’ que consegui adquirir. Refere-se aos melhores filmes de 1961 e, como ele adverte na abertura, é possível que sua relação provoque mais controvérsia do que aquela que cercou seus filmes favoritos na época do lançamento. Vamos a eles, por ordem.
1. ‘Bonequinha de Luxo’, de Blake Edwards, com a imortal Audrey Hepburn como Holly Golightly,
2. ‘Os Canhões de Navarone’, de J. Lee Thompson (descobri que William Holden seria o protagonista, mas quis cobrar demais e foi substituído por Gregory Peck; Alexander Mackendrick também ia dirigir, mas diferenças artísticas inconciliáveis com o produtor e roteirista Carl Foreman também o derrubaram).
3. ‘Desafio à Corrupção’, de Robert Rossen, com Paul Newman, que originou, 25 anos depois, ‘A Cor do Dinheiro’, de Martin Scorsese, com Tom Cruise e, de novo, Newman na pele do jogador de sinuca Eddie Felson. A continuação é boa, mas o original é melhor.
4. ‘Julgamento em Nuremberg’, de Stanley Kramer.
5. ‘Um, Dois, Três’, de Billy Wilder, que Raymond Benson considera o maior filme do diretor após seus clássicos nos anos 40 e 50.
6. ‘Os 101 Dálmatas’, o desenho da Disney que ganhou versão em carne-e-osso com Glenn Close.
7. ‘Através de Um Espelho’, de Ingmar Bergman
8. ‘Viridiana’, de Luis Buñuel
9. ‘Amor, Sublime Amor’ (West Side Story), de Robert Wise e Jerome Robbins.
10. ‘O Vento não Tem Segredos’ (Whistle Down the Wind), de Bryan Forbes, com Alan Bates e Bernard Lee, que foi a maior surpresa para mim. Quando vi o filme, há mais de 40 anos, me impressionei com a história da menina que identifica Cristo num fugitivo, mas ninguém gostava do filme (e eu nunca mais ouvi falar dele). Não é impossível que Victor Erice tenha sido influenciado por Forbes ao fazer, uma década depois, ‘O Espírito da Colméia’.
Agora. chega. tenho de ir para a Livraria da Vila, onde espero encontrar alguns de vocês (pelo menos). Amanhã, continuo com os melhores de 1962, 63, 64…