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Luiz Carlos Merten

07 Maio 2007 | 11h10

Preciso dar uma saída, mas antes quero acrescentar um post, rapidinho. No concerto do Morricone, no Teatro Municipal do Rio, encontrei várias pessoas amigas – a produtora Walkiria Barbosa, da Total e do Festival do Rio, as também produtoras Marisa Leão (acompanhada por Sérgio Rezende) e Lucy Barreto (com Luiz Carlos). Troquei uma palavrinha com a Marisa sobre o trailer de Inesquecível, de Paulo Sérgio Almeida, que já está nos cinemas e no qual Guilhermina Guinle, valha-me Deus!, me pareceu um monumento. Conversei também com a Lucy sobre o filme dela, um documentário sobre o grupo Corpo a que não assisti, mas que Luiz Carlos diz que está muito bonito, acrescentando que não teve nada a ver com o projeto – ou seja, não está puxando brasa para a sardinha dele, mas elogiando um trabalho de direção que lhe parece delicado. Encontrei também Walter Lima Jr,. que admitiu sua emoção e não apenas diante de Morricone. O concerto foi precedido de muito falatório e algumas mensagens de patrocinadores e apoiadores. Entre esses, a rede Telecine, que preparou um teaser com cenas de filmes e suas músicas, em homenagem aos compositores que participam do Cinema em Cena. Vimos os westerns do Leone, com a música de ópera do Morricone; Diários de Motocicleta, com a partitura de Gustavo Santaollala; Vinicius Oliveira, o Josué, correndo em Central do Brasil, ao som daquele tema lindo do Antônio Pinto; e as imagens de A Ostra e o Vento, do Walter, com a música de Wagner Tiso, que foi muito aplaudida, provocando o batimento cardíaco do diretor. Walter Lima Jr. está nos finalmentes de seus filme sobre a Bossa Nova, Os Desafinados. Comentei que nos encontros que tive com Rodrigo Santoro em Berlim (300) e no Recife (Não por Acaso), ele me falou com o maior carinho do filme. Walter retribuiu. Disse que eu – querendo dizer a platéia brasileira, com certeza – vou me surpreender, porque Rodrigo está maravilhoso. Não duvido. Perguntei se Walter quer colocar Os Desafinados em algum festival e ele não vacilou – Tóquio, mais no fim do ano. Não sei se estava brincando, mas faz sentido. Uma coisa que me surpreendeu no hotel em que fiquei, há pouco, em Tóquio, foi o fato de que a trilha sonora de tudo (restaurante, bar, elevador, quarto) era Bossa Nova, quase sempre instrumental, mas às vezes na voz de Silvia Telles e Claudete Soares. Comentei uma coisa com o Walter e a resposta dele é que me trouxe a este post. Não conhecia a orquestra da Petrobrás, que Morricone regeu. Achei ótima. O comentário de Walter, que achei divertido, foi o seguinte – ‘Acho que vamos ter de parar de pedir dinheiro à Petrobrás e começar a pedir a orquestra’. Muito legal!