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Luiz Carlos Merten

18 Junho 2010 | 14h58

Vejam como é a vida. É impressionante com as coisas vão se encaixando. Havia acrescentado rapidamente o post anterior, sobre Jean Genet, logo após meu colega Antônio Gonçalves Filho me anunciar que ‘Un Chant d’Amour’ está para ser lançado pela Magnum Opus. Resolvi dar uma olhada no site da 2001 para ver os lançamentos e o que encontrei? ‘Mala Noche’, o primeiro Gus Van Sant, de 1987. Vocês sabem que não gosto muito dele, ou melhor, gostava, quando fez ‘Drugstore Cowboy’ e ‘Garotos de Programa’, até ‘Um Sonho sem Limites’, mas depois de ‘Psicose’ e ‘Gênio Indomável’ não consegui mais entrar em sintonia com ele. ‘Gênio Indomável’ me decepcionou pelo que há de convernção em sua forma e deve ter decepcionado o próprio Van Sant, porque ele resolveu detronar essas convenções e ‘Elefante’ e todos os filmes que fez depois me parecem essencialmente fakes. Não é um uniovcerso pelo qual congisa se interessar, verdadeiramente. Mas o ‘Mala Noche’, com sua história de amor gay – um garoto apaixona-se por um mexicano que retribui de uma forma que o faz se sentir ridicularizado -, é sempre associado justamente a ‘Un Chant d’Amour’, mesmo sendo baseado num livro de Walt Curtis. Que coisa, não? Temos aí o ‘Mala Noche’ e, em seguida, o cult de Jean Genet.

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