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Luiz Carlos Merten

11 Outubro 2010 | 23h04

Mário Kawai faz algumas observações pertinentes sobre o post de Tomu Uchida. Sabia das duas versões de Hiroshi Inagaki para ‘O Homem do Riquixá’, mas não me dei ao trabalho de confirmar qual seria exibida, talvez por achar que, devido à época dos filmes de Tomu Uchida e Kinji Fukasaku que integram a programação, deveria ser a versão dos anos 1950. A confusão sobre ‘O ´Grande Duelo’ deve-se ao fato de que um dos últimos filmes de Uchida, o último?, chama-se ‘O Último Duelo’ no original, Le Dernier Duel em francês e The Last Duel em inglês. Estava tão imbuído do espírito de Uchida que me bastou ler ‘Duelo’ para pensar que seria o dele. Para compensar voc~es do erro, fui à ‘Bíblia’, o livro de Stuart Galbraith IV, ‘The Emperor and the Wolçf’, O Imperador e o Lobo, sobre as carreiras de Akira Kurosawa e Toshiro Mifune. Queria ver o que havia sobre ‘O Homem do Riquixá’, a segunda verão, em cores (a primeira, de 1943, havia sido em preto e branco). O filme foi uma megasucesso nos EUA, mas Galbraith conta que o próprio Mifune não gostava muito de ‘O Homem do Riquixá’, que fez por causa de seu contrato com a Toho. Galbraith elogia o colorido, principalmente as cenas na neve, mas deplora certas facilidades estilísticas do diretor Inagaki, a quem chama de ‘old fashioned’. Ele usa as rodas do riquixá para simbolizar o tempo e, quando o personagem de Mifune – Matsu – morre, as rodas param.