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Luiz Carlos Merten

10 Junho 2011 | 12h26

Havia dito que meu próximo post seria do Rio, mas não está sendo. Passsei uma noite de cão de quarta para quinta, o que me levou a adiar a ida para o Rio, onde deveria fazer uma série de entrevistas durante o Festival Varilux do Cinema Francês. Tossi feito louco a manhã inteira e, depois que terminei as matérias da edição  do ‘Caderno 2’ de hoje, corri para hospital, onde, após horas de exames e medicação de emergência para segurar a tosse que estava acabando comigo, fui diagnosticado de… pneumonia. Estou aqui em casa, de molho – mais ou menos -, entupido de antibióticos. A tosse cedeu e eu até pude fazer a participação na rádio pela manhã, mas a dor nas costas é intensa. E pensar que estou perdendo minhas entrevistas com Audrey Tautou e Yahima Torrès, a Vênus Negra de Abdellatif Kechiche. Enfim, estou dando notícias. Só espero que, nas condições precárias em que estava ontem, tenha feito matérias no mínimo decentes das três estreias de documentários brasileiros que ocorrem, hoje na cidade. Um deles é ‘Família Braz – Dois Tempos’, de Dorrit Harazim e Arthur Fones, que venceu a etapa nacional do É Tudo Verdade, muito simples e muito bom, e os outros dois ‘versam’ sobre cinema. ‘Belair’, de Bruno Safadi e Noa Sganzerla, reconstitui a história da produtora que Júlio Bressane e Rogério Sganzerla criaram em 1970 e, num prazo incrivelmente curto, coisa de quatro meses, asbrigou a realização de sete filmes, três de cada um e o sétimo conjunto, coisa de louco. O outro é ‘Chantal Akerman, de Cá’, sorry mas não vou lembrar o nome da dupla de diretores, e que dá conta da exigente autora belga. Chantal é cria de Godard, sua grande referência, e faz filmes – áridos – sobre a condição da mulher, que usa como ponto de partida para refletir sobre o estado atual do mundo. Cinédilos de carteirinha não podem perder ‘Belair’ nem Chantal’, muito menos ‘Dois Tempos’. E ah, sim, para os românticos, o aquecimento para o Dia dos Namorados – mas todo dia é de namorado(a) – passa por ‘Blue Valentine’, Namorados para Sempre, que candidatou Michelle Williams para o Oscar e no qual ela forma dupla com o homem do momento. Quem é ? Ryan Gosling, claro. Depois de ‘Driver’, premiado em Cannes, o cara tá com tudo. E é bom.

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