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Luiz Carlos Merten

23 Agosto 2009 | 13h59

RIO – Olá! Pela procedência, vocês já sabem onde estou. Desde ontem. Vim de manhã cedo, com amigos. Gabriel Vilela dirigiu um dos segmentos – o de Milton Nascimento – no ‘Criança Esperança’ e lá nos fomos para a Arena, na Barra. Na verdade, sempre quis ver um daqueles shows de dentro e foi interessante. Terei o que contar, mas agora estou acrescentando este post rapidinho só para dar notícias. Também vi na sexta à noite um trecho de ‘Avatar’, que a Fox mostrou na Sala Imax, em 3-D. Foi tudo muito impressionante, mas o especial teve um efeito desconcertante – negativo? – sobre mim. Havia gostado do tal Sam W… (não guardei o sobrenome) no ‘Exterminador 4’. Christian Bale e o diretor JJ Abrams colaboraram, colocando o cara nas nuvens. Bale chegou a dizer que o filme é do Sam, que ele é um p… ator, além de um possuir um físico privilegiado (isso, a gente nota). Eu, às vezes, me pergunto – que raio de indústria é essa? James Cameron pega o sujeito, põe um rabo nele, uma máscara, distorce tudo por meio de efeitos digitalizados para transformá-lo num avatar, uma criação paralela, virtual, que transpõe para um mundo primitivo… Interessante, sem dúvida, mas por que o Sam, se o objetivo é deixá-lo irreconhecível? A tecnologia é de ponta – Cameron está sempre um passo adiante -, mas os poucos diálogos do especial me pareceram tati-bitati. Cabe lembrar que ‘Titanic’ ganhou 11 Oscars e igualou o recorde histórico de ‘Ben-Hur’, mas o próprio William Wyler talvez manifestasse desprezo por Cameron como representante da nova Hollywood. Wyler tinha aquela bronca com a nouvelle vague. Chegou a acrescentar a.v., de ancienne vague, em seus cartões. Todos esses troféus – 11! -, mas não o de roteiro e nenhum de interpretação. Hummm… Chega, Merten! Vamos esperar pelo ‘Avatar’, que promete ser o must deste final de ano. O filme está apontado para estrear em 21 de dezembro.