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Luiz Carlos Merten

18 Agosto 2008 | 09h35

PORTO ALEGRE – Falei, no post anterior, de ‘O Mistério da Estrada de Sintra’, um filme narrativo, de mercado, muito bem produzido – e talvez já tenha ficado implícita para vocês certa semelhança com ‘O Xangô de Baker Street’, que Miguel Faria Jr. adaptou do livro de Jô Soares. Vamos ter oportunidade de falar sobre isso quando ‘O Mistério’ estrear. Agora, tenho outros assuntos. Como agora preciso aprovar os comentários, sempre que surge algum de post antigo, termino tendo de me remeter ao post original, que lhe deu origem. Neste final de semana, encontrei comentários ao post sobre os melhores de 1964 e, principalmente, as declarações de amor de muitos de volcês a ‘Os Filhos do Trovão’, a deliciosa fantasia mitológica de Duccio Tessari com Giuliano Gemma. Aliás, ou me engano muito ou foi o Giuliano – também conhecido como Montgomery Wood nos spaghetti westerns (que fez com o próprio Tessari) – que virou escultor e agora vai filmar no Brasil, acho que com Joel Pizzini. É isso? Giuliano Gemma com certeza adoraria saber que ainda existem admiradores de sua aventura mitológica, feita há quase 50 anos (no começo dos 60). Outro post que me impressiona como até hoje vocês comentam, por escrito ou pessoalmente, foi o da morte de Miguel Aceves Mejía, que usei para falar um pouco sobre o cinema mexicano tradicional, que tinha cômicos como Cantinflas, mariachis como o Mejía, divas como Maria Felix, rumbeiras como Maria Antonieta Ponz, heróis bigodudos como Pedro Armendáriz e mães sofredoras como Libertad Lamarque – sabem que até hoje me lembro de um velho melodrama em que ela se chamava Ana de los Passarillos, e eu sempre me pergunto se a personagem não foi a matriz para a personagem de Brenda Fricker na série ‘Esqueceram de Mim’? Comprei na Cidade do México um álbum sobre Maria Feliz e ‘la diosa arrodillada’ – título de um melodrama célebre, penso que do Roberto Gavaldón -, fotografada em preto-e-branco por Gabriel Figueroa, foi uma das mulheres mais belas do mundo. Que viva México, como diria Eisenstein!

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