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Luiz Carlos Merten

16 Julho 2007 | 21h09

Não desertei de vocês, mas ontem e hoje, realmente, tive de correr contra o prejuízo, porque estava atrasado no projeto do Festival do Rio, ao qual já me referi, sem dizer qual é. Tive de completar as entrevistas com um monte de gente e começar a redigir. Com muita tristeza, não me sobrou tempo para o blog. Minha colega Regina Cavalcanti sacou tudo – ela diz que estou viciado no blog, e é verdade. Outro dia, ela tirou o maior sarro disse que eu ia começar a tremer, se não postasse rápido. Estou assim, agora. Um postezinho, por favor. Quero deixar assinaladas duas coisas. Ninguém me cobrou, mas eu me desculpo porque na dica sobre A Grande Ilusão, na sessão cinéfila, sábado à meia-noite, errei o cinema. Quanto ao Daniel, que me pede uma crítica a O Assassinato de Trotsky, primeira parceria do Losey com Delon, bem antes que fizessem M. Klein (que eu amo). Daniel diz que não conhece ninguém que goste do filme, além dele. Hoje não tenho tempo, mas amanhã a gente fala, Daniel. Não considerava O Assassinato de Trotsky um grande Losey, mas mudei de idéia quando estive, a trabalho, na Cidade do México, num desses junkets para os quais fui convidado pela Columbia. Fui visitar a casa-museu de Frida Khalo e descobri que ali pertinho, duas quadras à frente, ficava o bunker em que Trotsky viveu exilado no México. Nunca vi lugar mais lúgubre. Nem a exposição O Território do Terror, que é permanente, em Berlim, sobre o centro de torturas do nazismo, só com fotos, me produziu um sentimento tão opressivo, tão visceral. Só ali entendi o filme do Losey, o que ele quis dizer. A gente fala. Até.