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Luiz Carlos Merten

22 Setembro 2008 | 11h16

No longo post que acrescentei ontem sobre as ressalvas de Daniel Piza a ‘Ensaio sobre a Cegueira’, acho que não ficou claro que, no limite, o que está em discussão no fato de Julianne Moore, como a única pessoa que vê naquela terra de cegos, não ir tomar a faca de Gael García Bernal não é só uma questão de verossimilhança. Acho que tem algo mais aí. No fundo, ir lá tomar a faca do cego ‘malvado’ seria o que a própria Julianne faria em qualquer produção hollywoodiana de ação. Acho que estamos ficando tão acostumados a ver os ‘heróis’ e ‘heroínas’ pegarem em armas para resolver os problemas, que qualquer outra opção que não seja essa vira inverossímil…