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Luiz Carlos Merten

20 Junho 2007 | 19h07

Caraca! Vou parar de falar no Quarteto 2 porque senão vão dizer que eu acho que é o melhor filme do mundo, o que não é o caso. Mas que me diverti, ah, isso sim, muito mais do que com 13 Homens. Mas juro que não entendi alguns comentários. Devo ter emburrecido com o Quarteto, se bem que vai ter gente para dizer que já era burro antes. Ha-ha! Mas pro Al Pacino nada? O que isso quer dizer? Acho legal, ele traz a carga do Chefão para o papel – e se o Al é o Rocco americano no primeiro filme da série do Coppola, ele talvez seja o príncipe Salinas do crime no terceiro, que é, eu confesso, o meu favorito. Tenho uma queda por aquela cena operística do teatro, a montagem da Cavalleria Rusticana, quando ocorrem em paralelo – sempre a montagem paralela, na série – todas as mortes que são sempre associadas à consolidação do poder pela família Corleone. E quem foi o cretino que descobriu qualidades em Falcão Negro em Perigo e ignorou as de A Vila? Eu vou morrer defendendo Falcão Negro, exclusivamente por duas cenas que acho que fazem daquele filme uma poderosa anatomia da guerra – o soldado estrebuchando, com as vísceras à mostra, e o somalí que passa com o filho morto nos braços, diante do carro e que são, talvez, os 30 segundos mais impactantes da história do cinema. Sou siderado por aquela imagem, que é, para mim, a prova da relatividade do tempo no cinema. Mas não sei quem está querendo ignorar A Vila! Eu é que não – entrevistei Shyamalan e o mais incrível que o filme é uma metáfora muito forte dos EUA sob Bush filho, embora estivesse na cabeça do diretor muito antes do atual presidente e do 11 de Setembro. Que coisa, hein? Quanto ao Aldir, foi ele não?, sorry, mas tu vais ter de postar mais uns 30 comentários contra. Vou sempre elogiar a ‘trilogia’ formada por O Terminal, Guerra dos Mundos e Munique. Vamos combinar assim. Eu falo bem, quem quiser que fale mal. E que siga o blog! Ah, sim. O título do post. Havia, espero que ainda haja, em Porto Alegre, um grupo de teatro com este nome. Dizer que era provocativo é pouco diante do que faziam. Gostaria muito de acreditar que ainda estão fazendo.