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Luiz Carlos Merten

09 Abril 2009 | 13h57

PORTO ALEGRE – Peguei a ‘Zero Hora’ de hoje para conferir o que poderei ver nos cinemas da cidade, até domingo, e tenho de agradecer a Roger Lerina, na contracapa do ‘Segundo Caderno’ (leiam em www.zerohora.com/rogerlerina). Não havia lido a entrevista de Fanny Ardant na edição de ontem do ‘Globo’ – Rodrigo Fonseca ou André Miranda, qual dos amigos é o autor? -, mas o Roger me fez o favor de pinçar uma frase que transcrevo, porque achei muito interessante. Uma velha briga de produtrores e diretores brasileiros é no sentido de consolidar a parceria cinema/TV e olhem o que diz a ‘eterna’ viúva de Truffaut, que, para dizer a verdade, não sei se ainda está com Gérard Depardieu. Fale, Fanny Ardant – ‘Ninguém produziria Pasolini, Ferreri, nem mesmo Antonioni hoje em dia. Se o cinema quiser uma nova nouvelle vague, ele precisa de uma nova geração de produtores independentes da televisão. Como coprodutora de filmes, o papel da TV é cortar as asas da modernidade. TV é segurança, acomodação. Cinema é angústia.’ Não é interessante o que diz Fanny Ardant? Isso ocorre no momento em que a TV Cultura vira parceira de importantes nomes do cinema brasileiro – Beto Brant, Eliane Caffé, Tata Amaral etc. A Cultura não é a Globo, não é uma emissora comercial, mas a advertência de Fanny não só me parece cabível como digna de discussão. E vocês?

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